Gêmeos em boulders -
Nessa temporada, dois brasileiros se esbaldaram nos boulders de Chaltén, na Patagônia Argentina e mostraram todo seu talento escalando boulders de até V13. Eles estão até no site da Desnivel. Confira! (10.03.08)
Mulheres na Montanha -
Escaladoras comemoram o Dia Internacional da Mulher escalando na Urca, no Rio de Janeiro. (10.03.08)
Guia do Marumbi -
Foi lançado no final do ano passado o Guia de Escaladas do Marumbi, no Paraná. Primando pela qualidade ele traz informação e história sobre esse fabuloso conjunto de montanhas. Veja mais! (10.03.08)
Guia de Salinas -
Nessa terça e quarta-feira (11 e 12 de março) no CERJ e na Limite Vertical haverá o lançamento do "Guia de Escaladas da Região dos Três Picos". (10.03.08)
Tetos do Pão de Açúcar -
Em janeiro de 2008, Rodrigo Valle e Arthur Estevez terminaram a via De Tudo Um Pouco, nos Tetos do Pão de Açúcar. (11.03.08)
Guia de Tubarão -
Lançado o Catálogo de Escaladas de Tubarão e Região - SC, de autoria de Paulo Henrique. (11.03.08)
Crônica Patagônica -
Entre novembro e março escaladores brasileiros fizeram 10 cumes na Patagônia Argentina, mais precisamente na região do Fitz Roy e do Cerro Torre. É um feito surpreendente. Veja onde e como escalaram. (14.03.08)
Mutirão na Urca -
Dia 29 de março, no Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca, se realizará um mutirão de limpeza nas laterais da pista Cláudio Coutinho. (25.03.08)
Livro de Itatiaia -
Mais um livro lançado em março, dessa vez para os amantes da região de Itatiaia, no Rio. O livro Planalto do Itatiaia tem como autor Helton Perillo Ferreira Leite (25.03.08)
Campeonato no Rio -
A partir de junho começam as etapas do Campeonato de Escalada em Boulder do Ranking de Competições do Rio. (25.03.08)
Jacarepaguá -
Se você está pensando em escalar em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, é bom dar uma passadinha nesse Blog antes. (25.03.08)
SOS Paulo Macaco -
Solidariedade ao escalador que na década de 80 contribuiu tanto para a evolução da escalada. Veja como você pode ajudar! (25.03.08)
Arco da Lua -
Os intrépidos escaladores adrian Giassone, Bernardo Collares e Flavio Daflon aproveitaram a lua cheia do feriado para fazer a escalada noturna da via Arco da Velha, em Salinas. (26.03.08)
Gêmeos em Chaltén -
Os escaladores Thiago e Matheus Veloso estiveram em Chaltén na Patagônia Argentina para escalar boulder, entre eles o mais difícil já confirmado na América do Sul. (23.04.08)
Temporada 2008 -
A Urca reúne novamente a os escaladores em mais uma edição da Abertura da Temporada da Montanha, que oficializa a melhor épocas para escaladas em rocha no Brasil. (23.04.08)
Solando a Moonlight -
Alex Honnold escala em solo, em pouco mais de 83 minutos, a via Moonlight Buttress (350 metros), superando lances de até IXa brasileiro. (09.05.08)
Respeito e Montanhas -
Ana Alvarenga e Ralf Côrtes falam sobre a falta de respeito na montanha e o estrago que isso causa. (09.05.08)
Filmes de Montanha -
Abertas as inscrições para a 8ª edição da Mostra Internacional de Filmes de Montanha que será realizada nos dias 22 a 26 de outubro desse ano. (09.05.08).
Trilhas de Petrópolis -
No dia 16 de maio será lançado o Guia de Trilhas de Petrópolis, de autoria de Waldyr Neto. (09.05.08)
ATM - PNSO -
No dia 10 de maio acontece a Abertura da Temporada de Montanha no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. (09.05.08)
Lo Mejor del Fitz -
Os paranaenses, Nativo (Ronaldo Franzen Jr.) e Bonga (Marcelo Santos) foram premiados com uma excelente temporada na Patagônia esse ano e aproveitaram para escalar no Pilar Casarotto, no Fitz Roy. Veja o relato. (10.05.08)
São João del Rei -
De 31 de maio a 08 de junho, acontecerá a 1ª Semana da Cultura de Montanha de São João del Rei e o VII Encontro de Escaladores da Serra do Lenheiro. (11.05.08)
Croqui na Paz -
Finalizada em 26 de abril de 2008 a via Na Paz (6° VII D1 E3) no Andaraí Maior, pelos escaladores Julio Mello e Arthur Estevez. Veja o croqui. (13.05.08)
Realizações Femininas -
Três escaladoras: Beth Rodden, Charlotte Durif e Lisa Rands, se destacam escalando vias de IXb, Xc e um boulder de V12. (27.05.08)
Feriado em Salinas -
O feriado de Corpus Christi rendou ótimas escaladas na região dos Três Picos, mais conhecido pela galera como Salinas. (02.06.08)
Cadenas -
Confira os últimos encadeamentos realizados na escalada esportiva aqui no Brasil. (02.06.08)
Boulder 2008 -
Dia 15 de junho acontecerá a I Etapa do Campeonato Estadual/RJ de Escalada em Boulder . Confira! (06.06.08)
Filie-se a FEMERJ-
Saiba como se filiar a Federação de Montanha do Rio de Janeiro e como participar da lista de discussão. (06.06.08)
4Faces do Pão -
Duas cordadas realizam a escalada das quatro faces do Pão de Açúcar em sequência. (17.06.08)
Lenheiros - MG -
Veja algumas fotos do VII Encontro de Escaladores da Serra do Lenheiro. (17.06.08)
"Hard grit" E11 -
Canadense repete a via mais difícil em hard grit da Inglaterra, Rhapsody 8c/c+ (nosso XIa) E11. (17.06.08)
Acidente na Urca -
Flavio Daflon faz um relato do que viu no acidente do dia 30 de maio no Morro da Babilônia. (17.06.08)
Guia de Niterói -
Lançamento dias 18 e 19 de junho do Guia Escaladas de Niterói - Parque Estadual da Serra da Tiririca. (17.06.08)
Vias em Jacarepaguá -
Duas novas vias foram conquistadas em Jacarepaguá: Canino Esportivo e Flor de Cactus. (17.06.08)
Círculo Militar -
Veja algumas vias relativamente novas que não constam no Guia de Escaladas da Urca 2002. (25.06.08)
Deus nos Defenda -
Uma nova via em móvel foi conquista por Flavio Leone e Ari Pedro Junior em Vargem Pequena, próximo a Jacarepaguá: Deus nos defenda de Mulher (3° IV). (25.06.08)
Encontro Niteroiense -
O Clube Niteroiense de Montanhismo convida a todos para o Encontro de Montanhistas e Escaladores na quinta-feira, dia 10 de julho, das 18h30min às 22h. (01.07.08)
Croquiteca -
O site do Guia da Urca conta agora com sua própria croquiteca! São 537 croquis distribuídos em três tabelas: Croquiteca da Fator2, Croquiteca das atualizações do Guia da Urca e a croquiteca da Femerj. E você pode contribuir, mande o croqui da sua conquista que publicamos pra você. (03.07.08)
Raja -
Finalmente foi terminada por Ralf Côrtes e Flavio Daflon a conquista da via Raja (7º VIIIa), com 16 enfiadas, na Pedra do Elefante em Petrópolis. (03.07.08)
LIMITE Boulder -
Saiba como foi o LIMITE Boulder FESTIVAL, a I Etapa do Campeonato Estadual/RJ de Boulder, com fotos de Marcela Chaves. (10.07.08)
Quatro XIa à vista -
Em Urnersee, Suíça, o espanhol Patxi Usobiaga conquista seu quarto "oitocês" francês onsight com o encadenamento de Omerta. Um 8c francês equivale ao XIa brasileiro. Veja mais detalhes no site da revista Desnivel (28.07.08)
1ª Repetição da Raja -
No sábado 5 de julho, os escaladores Bernardo Collares e Adrian Giassone fizeram a primeira repetição da via Raja (7º VIIIa, 640m), na Pedra do Elefante. (28.07.08)
Suporte Básico -
Aos amantes de atividades ao ar livre que desejam estar mais preparados para eventuais acidentes e emergências, acontecerá em agosto o Curso de Suporte Básico de Vida em Áreas Remotas. (28.07.08)
Escalada Esportiva -
Veja a classificação da II Etapa do Campeonato Brasileiro de Escalada Esportiva e o da Copa do Mundo de Escalada de Dificuldade. (28.07.08)
Entre Quatro Paredes -
Mais um croqui. Desta vez da via Entre Quatro Paredes (3º IIIsup, 150 metros), conquistada no final do ano passado no Morro do Tucum em Niterói. (28.07.08)
Acesso a Gávea -
Veja como acessar temporariamente as vias da Face Leste da Pedra da Gávea (C-100, Aquarius...) enquanto não se consegue acesso livre pelo caminho antigo na Estrada das Canoas. (28.07.08)
Museu do Nut -
Para quem arranha um inglês e se amarra em escalada em móvel, vale a pena dar uma olha no link do Museu do Nut. O site conta a história do material móvel de maneira interessante e bem ilustrada. (28.07.08)
Stick Improvisado -
Aprenda como improvisar um stick e costurar aquele primeiro grampo alto daquela via difícil que você quer tentar. Artigo extraído da Revista Fator2 nº 28. (29.07.08)
Coelho com Ervas -
Nova via em Jacarepaguá, na Pedra da Panela, graduada em 4º IVsup (A0/VIIb), Coelho com Ervas. (10.08.08)
II Etapa de Boulder -
Dia 17 de agosto começa a II Etapa do Campeonato Estadual/RJ de Boulder 2008, chamada Etapa Paulo Macaco. Veja mas informações! (10.08.08)
Lua de Fel -
Foi terminada no dia 02 de agosto a via Lua de Fel, no Contraforte do Corcovado. (10.08.08)
Quintinilha -
Mais quatro conquistas feitas no Paredão Quintinilha, na Pedra Branca em Jacarepaguá. Confira! (11.08.08)
Chang Wei -
Terminada em julho a via Chang Wei, em Niterói, uma homenagem a escaladora paulista que morreu em abril desse ano. (11.08.08)
Oitavo, Sinfonia e Totem -
Veja fotos e um filme dessas três vias clássicas de escalada de dificuldade do Rio de Janeiro. Veja também o croqui da via Sinfonia dos Delírios. (13.08.08)
Veteranos -
Será realizado no dia 21 de outubro de 2008 (terça-feira), a partir das 17h, o V Encontro de Confraternizaçã o dos Montanhistas Veteranos, na Av. Almirante Barroso nº 2, 8º andar, Centro (no CEB – próximo à estação Metrô Carioca). Sua presença é muito importante. Compareça! (09.09.08)
Mais Cadenas -
Veja mais algumas novidades nas cadenas que saíram recentemente. (10.09.08)
Itatiaia -
Parque Nacional do Itatiaia cria obrigatoriedade de equipamentos. (10.09.08)
Acesso à Montanha -
Compre uma camiseta e ajude a financiar o Programa de Acesso às Montanhas da Femerj(10.09.08)
A pequena cidade de Chaltén é famosa por suas caminhadas e principalmente por abrigar dentro do Parque Nacional Los Glaciares algumas montanhas famosas como o Fitz Roy e o Cerro Torre.
Mas esse recanto perdido nos confins da América do Sul também pode orgulhar-se de boulders espetaculares e com graduações suficientes para colocar muito escalador bom de quatro.
Thiago e Matheus, os gêmeos brasileiros aproveitaram essa temporada (que por sinal foi fantástica) na Patagônia Argentina para trabalhar e escalar alguns dos boulders mais difíceis localizados em Chaltén.
Tanto trabalharam que receberam como recompensa o encadeamento do único boulder de V13 confirmado da América do Sul.
Thiago Veloso concluiu a façanha de escalar o boulder Wazabi, V13 (8b francês) aberto no começo de 2007 pelo espanhol Iker Pou.
Como prova de reconhecimento internacional de nossos compatriotas, o site da Revista espanhola Desnivel publicou uma nota contando a façanha.
Clique e veja! (10.03.08)
Este ano, a comemoração ao Dia Internacional da Mulher aconteceu exatamente no dia 8 de Março. Mais de 70 escaladoras do Rio de Janeiro e de outros estados compareceram à Urca neste sábado para escalar as mais de 20 vias do Morro da Babilônia simultaneamente.
O evento comemorativo vem se repetindo e ganhando mais adeptas a cada ano. Em 2005, nove escaladoras de dois clubes excursionistas, o Carioca (CEC) e o Rio de Janeiro (CERJ), reuniram-se no Morro do Cantagalo.
Já em 2007, com mais de quarenta mulheres, a comemoração ganhou o apelido de “Tititi no Babilônia” e agrupou após a escalada, cerca de 60 praticantes do esporte em uma bela confraternização, com direito a camiseta, fotografias e muita animação.
Entre as participantes estavam escaladoras da velha guarda, guias e instrutoras experientes, praticantes de final de semana e aquelas recém saídas de seus Cursos Básicos, além é claro de algumas alunas. Mulheres de todas as idades, diferentes profissões e estilos de vida, com um algo em comum muito especial, o amor pelas montanhas, pela natureza e pela vida ao ar livre.
E foi deste “Tititi” que surgiu a idéia de produzirem um filme que contasse a evolução da escalada feminina no Rio de Janeiro. Atualmente em andamento e ainda com título provisório, o filme “Mulheres na Montanha” tem a intenção de divulgar a atuação e a visão das mulheres sobre escalada e montanhismo, e com isto estimular o crescimento do esporte, focando particularmente no público feminino.
O filme está sendo produzido pela Montanhar, com roteiro, direção e edição de Priscila Botto. Ela e todo o restante da equipe de produção, identidade visual, câmeras e apoio técnico, trabalham voluntariamente (Adriana Mello, Kika Bradford, Marcia Poppe, Christian Steinhauser, Flávio Carneiro, Eric Silvestrin e Sandro Cardoso, entre outros).
Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher e do “Tititi”, a equipe propôs o lançamento da marca “Mulheres na Montanha” na forma de uma camiseta, de modo que o lucro das vendas fosse revertido em prol do filme. A criação da marca ficou por conta de Marcia Poppe, arquiteta e escaladora que já no ano passado criou a estampa das camisetas cor de rosa que coloriram o Babilônia na manhã do dia 10 de março. O modelo deste ano foi confeccionado pela Três Picos, que está apoiando o filme.
O encontro das escaladoras foi na Praça General Tibúrcio. Desde as 8 horas da manhã de sábado as mulheres invadiram o Morro da Babilônia e depois se reuniram no conhecido “Último Móvel”, o Trailer da Dona Elza, em frente à Praia Vermelha, onde em meio a muitas fotos, risadas e "tititi" foram sorteados pela primeira vez dois prêmios para as participantes. Uma linda cadeirinha "rosa" da Kailash e um mês de muro de Escalada Limite Vertical.
Agora é aguardar o ano que vem para uma nova invasão feminina nas montanhas e que o evento tenha muitos e muitos anos de vida e de comemoração... afinal as mulheres merecem!!!!
Fotos: Silvia Batalha, Mari Pardal e Ana Claudia. (10.03.08)
No dia 11 março de 2008, terça-feira as 19:30 hs, no Centro Excursionista Rio de Janeiro, será lançado o "GUIA DE ESCALADAS DA REGIÃO DOS TRÊS PICOS" de Sérgio Tartari.
Haverá também a projeção do filme "The Wall" do próprio Serginho sobre esta escalada no Pico Maior de Friburgo, portanto, imperdível.
Lembrando que o CERJ fica na Av. Rio Branco, 277/805, Edifício São Borja, na Cinelândia.
No dia seguinte, quarta-feira o lançamento será na Limite Vertical, em Botafogo, na Rua Bambina, 141 (fundos), as 20 horas, também com a projeção do filme "The Wall". (10.03.08)
Num sábado de janeiro de 2008, dia 26, Rodrigo Valle e Arthur Estevez terminaram uma nova linha nos Tetos do Pão de Açúcar.
Ela sai da base da via Debaral e segue reto num diedro de mais ou menos 15 metros até o teto onde foi colocada uma parada. Depois continua pelo teto para direita até sair dele e subir um pouco em horizontal, chegando à parada do Harmonia Sativa com a Ricardo Menescal, de onde se rapela. Essa segunda parte tem mais ou menos 20 ou 25 metros.
O grau sugerido foi A2+/A3 (a confirmar o A3 ) e o nome DE TUDO UM POUCO. A primeira enfiada possui um grampo um pouco fora da via que foi colocado na primeira investida de Rodrigo e Vinil, grampo esse colocado apenas para rapelar. Os conquistadores pretendem retirar esse grampo que não se faz necessário, pois possui uma ótima colocação ao lado dentro do diedro, um Camalot 3. Veja o croqui. (11.03.08)
O catálogo de escaladas de Tubarão e região (SC) apresenta mais de 70 vias de escalada e locais com mais de 100 boulders abertos. Nessas áreas as paisagens são deslumbrantes e permitem ao excursionista ótimos momentos de descontração.
Para os iniciantes a pedra dos Padres em 13 de Maio é a ideal, para quem gosta de falésias, o Sertão da Jararaca é uma boa opção e para quem quiser vias de parede, conheça a pedra do Leão. Os boulders são também grandes atrativos. A quantidade é imensa, os locais já visitados, que são citados nesta publicação, representam apenas uma pequena parcela do potencial oferecido na área abordada. Lances em fenda, em agarras, em negativos é o que você vai encontrar nos granitos da região.
A parte relativa ao litoral é estonteante, pois possibilita estar à beira - mar escalando nas inúmeras fendas existentes e apresentadas no catálogo, inclusive, a área pode ser considerada um campo escola para quem quer se aperfeiçoar na escalada em móvel. Enfim, esta publicação é mais uma obra que tenta dar subsídios necessários aos escaladores que visitarem Tubarão e região.
Informações, sugestões e dúvidas a respeito do Catálogo de Tubarão e região sul catarinense, entre em contato com Paulo Henrique nos emails: ibitirati@yahoo.com.br ou phmontanha@hotmail.com (11.03.08)
Entre novembro de 2007 e março de 2008 escaladores brasileiros fizeram 10 cumes na Patagônia Argentina, mais precisamente na região do Fitz Roy e do Cerro Torre. É um feito surpreendente, mas que não se logra da noite para o dia. Tudo começou com os pioneiros Luis Makoto, Alexandre Portela e Bito Meyer no final dos anos 80. Agora é uma nova geração que tem se esforçado e ano após ano adquirido experiência nesta região selvagem, de paredes e montanhas enormes, sem comparação em nossa terra.
Escalar na Patagônia significa caminhar muito, montar acampamentos, fazer bivaques, escalar com frio, vencer neveros e aproximações perigosas. É sinônimo de guiar com mochila, usar proteção móvel, esperar semanas pelo bom tempo, escalar em gelo, abandonar paredes com mal tempo, contornar gretas, ver avalanches, rapelar de pitons e blocos duvidosos, se comprometer, ter muitas dúvidas. Como diz um amigo nosso "isso é escalada alpina, não é futebol".
Abaixo um breve relato das montanhas escaladas por brasilieiros nesta temporada (obs.: a graduação das vias está na escala francesa):
Guillaumet Em janeiro Flavio e Cintia Daflon escalaram a via Founrouge (600m, 5º 6b/A1). Começaram a aproximação para a base às 5 da manhã. Escalaram as dez enfiadas da via e retornaram as onze da noite. Em fevereiro o catarinense Marius Bagnati, na companhia de dois espanhóis, também fez o cume pela Founrouge. Bivaque-cume-bivaque em 11 horas.
Mermoz Alex e Erick de São Paulo fizeram cume na Mermoz pela Via Argentina (800m, 6b).
Fitz Roy Até o final de fevereiro nenhum brasileiro havia feito o cume do Fitz Roy. Mas no início de março o catarinense Marius Bagnati e o espanhol “Kike” estavam tentando o cume pelo impressionante Pilar Casaroto. Aguardamos notícias. A dupla paranaense Nativo e Bonga no final de fevereiro chegou ao cume do Pilar Casaroto após dois dias de escalada, sem contar outros dois dias de aproximação, por uma via recém conquistada: Mate, Porro y Todo lo de Mas (850m, 6c), com muitas enfiadas de 6a e 6b. Necessitaram mais um dia para rapelar e outro para voltar a Chaltén. Os cariocas Neto e Álvaro fizeram uma tentativa na via Afanasief (2.300m, Ed+, V+, A2) com o espanhol Kike, mas desceram após 300 metros de escalada.
Poincenot Em janeiro os paranaenses Eduardo “Formiga” e Ricardo Schen fizeram a Oeste da Poincenot (800m, 6a+). Uma via não muito difícil, mas grande e com uma aproximação de sete horas desde o último acampamento! Foram dois dias de escalada e a descida foi feita pela face leste. A mesma via foi escalada alguns dias depois por outra dupla paranaense: Edmilson Padilha (Ed) e Valdesir Machado (Val). Em dezembro os cariocas Nicolau e Neto e a Argentina Silvana também repetiram a Face Oeste da Poincenot, mas foram forçados a descer à 100 metros do cume, devido ao mal tempo. No escuro, com vento e neve, passaram uma noite difícil. No dia seguinte sem a melhora do tempo conseguiram terminar a descida pela face leste.
Rafael Juárez (Inominata) A via Anglo-americana (500m, 6b) foi repetida na Agulha Rafael por duas cordadas paranaenses. Primeiro por Formiga, Schen e Fabinho. Depois por Ed e Val. Julio Campanella, Fred, Bernardo Colares e Mariana, no final de fevereiro tentaram esta mesma via, mas desceram por estar tarde e com muito vento.
Saint Exupéry Em janeiro Eduardo "Formiga" e Waldemar Niclewicz escalaram a via Kearney-Carrington (550m, 5+, 6b/A1). No final do mês Formiga voltou a esta mesma montanha, agora em companhia de Ricardo Schen e Jana, para repetir a via Claro di Luna (800m, 6b). Flavio Daflon e Álvaro Loureiro também fizeram cordada nesta mesma via e a escalaram, base-cume, em oito horas. Dois dias depois o carioca Silvio Neto e o argentino Simon a repetiram em sete horas. Isso sem contar as quase três horas de caminhada do acampamento à base, os muitos rapéis, incluindo uma grande descida por um corredor de neve com sapatilhas de escalada e a volta noite adentro.
Agulha S
Esta Agulha foi escalada por sua vertente Oeste por Formiga, Schen e Fabinho. Posteriormente por Ed e Val. Consta de uma longa aproximação (quatro horas) e quatro enfiadas relativamente fáceis. A curitibana Dani (primeira vez na Patagônia) também escalou a S em companhia de argentinos.
Cerro Torre
Os brasileiros Formiga e Schen fizeram uma tentativa no Torre em novembro, mas foram apenas até o ombro, começo das maiores dificuldades e da parte mais vertical da Via do Compressor. Em dezembro o italiano Marcelo e Formiga voltaram e subiram cerca de metade da parede (início da Bolt-Traverse) e outra vez desceram por causa do mal tempo.
Mocho
Flavio Daflon e Julio Campanella escalaram a via Benitiers de 14 enfiadas (500m, ED-, 6c, 6b obl, A1) no dia 2 de março. Schen e Jana estiveram nesta mesma via, mas desceram depois da enfiada mais difícil.
Media Luna
Flavio Daflon e Valdesir Machado repetiram a via Rubio y Azul (500m, 6a, 6c/7a) de oito enfiadas no final de janeiro.
Tellado Negro
Flavio, Cintia Daflon e o alemão Jörg Schüller fizeram no início de fevereiro o cume desta montanha. As maiores dificuldades encontraram num corredor de gelo muito duro de 150 metros, onde fizeram duas enfiadas. Apesar de não ser uma escalada tecnicamente difícil é bastante perigosa, devido a enorme quantidade de blocos soltos nas paredes e corredores, por onde se realiza a ascensão e a descida, principalmente nas condições em que estava a montanha, com pouca neve.
Logística
Para que uma escalada tenha sucesso é fundamental uma boa logística. Pode-se dizer a grosso modo que a escalada em si representa 30% e a logística 70% de uma saída a montanha na Patagônia. Abaixo um pouco da ralação que rola antes e depois de uma escalada:
Se a previsão é de tempo bom, pelo menos um dia antes da escalada em si, começa a caminhada até o acampamento ou bivaque mais próximo da montanha. Sempre há muitas pedras no caminho!
No dia da escalada é comum começar a aproximação até a base da via de noite. Esta muitas vezes envolve a escalada desencordada de alguns lances e o risco de queda de pedras.
Se o tempo vira um abondono de via pode ser inevitável. Não dá para relaxar durante o rapel, pois as ancoragens nem sempre são boas.
Chegar ao cume é a recompensa que todos buscam.... (14.03.08)
No próximo dia 29 de março, das 8:00 hs às 13:00 hs, no Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com mais 11 instituições realizará um mutirão de limpeza nas laterais da pista Cláudio Coutinho.
Participarão da atividade membros das seguintes entidades; Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro – FEMERJ; Grupo de Ação Ecológica – GAE; Associação de Guias, Instrutores e Profissionais de Escalada do Estado do Rio de Janeiro – AGUIPERJ; Colônia de Pesca Z-13; Ong VERDE PERTO; 2º Grupo de Escoteiros São João Batista da Lagoa; Associação Carioca de Turismo de Aventura – ACTA; Núcleo de Estudos em Turismo de Aventura da Universidade Veiga de Almeida – NETA-UVA; Caminho Aéreo do Pão de Açúcar e Cooperativa de Trabalhadores em Reflorestamento da Babilônia - COOPBABILÔNIA.
O mutirão contará ainda com o apoio da Escola de Comando e Estado Maior do Exército - ECEME e da COMLURB.
A área de cerca de 500 metros quadrados será dividida em 6 (seis) setores de limpeza, coordenados cada um por representantes das entidades participantes.
Durante o evento, o Centro de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estará realizando oficinas de artesanato com utilização de materiais recicláveis.
O nome Tiê-Sangue foi escolhido para o mutirão, devido ao grande número destes pássaros que podem ser observados no local, considerado um dos belos cartões postais da Cidade do Rio de Janeiro e que precisa ser conservado por todos os cariocas.
Em caso de chuva o mutirão, fica transferido para o dia 5 de abril(sábado) , no mesmo horário e local. Como participar do evento
Os interessados em participar do mutirão deverão entrar em contato através do e-mail vertalp@hotmail. com informando nome(s), instituição, e-mail e telefone para contato.
No dia do evento os inscritos deverão apresentar-se às 8:00 horas na Praça Gal. Tibúrcio – Praia Vermelha, levando água, lanche, luvas, repelente e calçado apropriado tipo tênis. (25.03.08)
O autor montanhista, Helton tenta mostrar neste livro algumas das belezas do Parque Nacional do Itatiaia. O primeiro Parque do Brasil, completou 70 anos em 14 de junho de 2007.
Helton discorre sobre geologia, flora, fauna, clima e preservação.
Descreve trilhas, apresenta mapas, ensina usar bússola e GPS, etc.
Estrategicamente situado entre as duas maiores cidades do país, Rio de Janeiro e São Paulo, Itatiaia é dividido em duas partes:
- a Baixa na mata de encosta da Mantiqueira;
- e a Alta ou Planalto na região das Agulhas Negras.
O Planalto é agreste, pedregoso, escarpado, com vegetação especial, plantas raras e rochas preciosas.
Um mundo diferente.
Este livro é um convite, um guia, uma tentativa de convencimento de que
vale a pena conhecer, de que vale a pena preservar, de que vale a pena...
O livro feito em papel reciclado, com e 234 páginas, pode ser adquirido diretamento com o autor ou com a Montanhar. (25.03.08)
Acontecerá a partir de junho os campeonatos de escalada em boulders, do Ranking do Rio de Janeiro. As datas são as seguintes:
Dia 15 de junho:
Limite Vertical/Botafogo
Dia 17 de agosto:
Escalada Indoor Icaraí/Niterói
Dia 13 de setembro:
Planeta Vertical/Nova Friburgo
Dia 19 de outubro:
Limite Vertical/Botafogo
Os(as) atletas que quiserem pontuar para o ranking, além da inscrição individual de cada etapa deverão estar devidamente cadastrados(as) na FEMERJ, conforme instruções futuras, pois o site da FEMERJ vai ser atualizado no Setor de Competições.
Os ginásios de escalada assim como os(as) atletas, devem manter contato direto por e-mail em caso de dúvidas.
O escalador Felipe Dallorto inaugurou um Blog onde está disponibilizando toda informação sobre as escaladas da Região de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
O blog está ainda em contrução, mas já apresenta muitas fotos, croquis e informação de acesso.
Quem quiser ajudar, pode mandar informações de vias e conquistas nas montanhas por lá. (25.03.08)
Muitos escaladores das gerações mais novas certamente nunca ouviram falar de Paulo Bastos, o Paulo "Macaco", atleta que teve grande importância nos primórdios da escalada esportiva no Brasil, além de ter se tornado um dos primeiros escaladores brasileiros a se dedicar com afinco à pr á tica do bouldering.
Seu estilo de escalar, belo e inconfundível, unanimidade entre os escaladores cariocas daquela época, serviu de inspiração para muitos, embora na época ninguém tenha atingido tal nível de elegância e graça ao se movimentar na rocha.
Esse estilo pode ser resumido pelo nome que ele escolheu para uma de suas mais marcantes cadenas: o famoso bloco Expressão Corporal, na Urca, hoje graduado em VIIIc, mas originalmente um IXa.
A primeira cadena do boulder Olhos de Fogo (IXa), no Grajaú, depois que o famoso escalador francês Jacky Godoffe quebrou uma agarra-chave no crux, também foi feita pelo Paulo, e isso em meados da década de 80!
Paulo foi também o primeiro escalador carioca a ter patrocinadores, como a loja francesa Au Vieux Campeur e a marca espanhola de sapatilhas Boreal. Esses patrocínios proporcionavam dinheiro suficiente para se manter, ainda que de forma precária, além de generosas quantidades de
material, que ele, com igual generosidade, repartia com seus amigos, parceiros de farra e de escaladas.
Infelizmente, sua carreira foi interrompida abruptamente Aids, que, apesar de estar inteiramente sob controle, graças aos modernos tratamentos, deixou uma seqüela dramática no escalador: Paulo Macaco, apesar de bem fisicamente, está completamente cego. Duro golpe, que acabou somando-se a outras tragédias pessoais, mais ou menos na mesma época, mas que mesmo assim não diminuiu o entusiasmo do escalador ao falar do esporte ao qual se dedicou por tantos anos.
Uma das sugestões dadas para ajudá-lo, surgiu na Abertura da Temporada de Montanhismo de 2005, de se abrir uma conta no nome dele para que todos pudéssem ajudar de alguma forma com algum dinheiro. Quem puder contribuir com R$ 10,00 ou qualquer outra quantia pode fazê-lo no Banco Bradesco, agência 0226-7, conta poupança 1006182-2, em nome de Paulo C. Bastos. Em caso de DOC, o CPF é : 758.950.727-04.
Quem tiver outras idéias para ajudar, sejam bem-vindos! Será uma forma de retribuir o tanto que Paulo Macaco contribuiu para o desenvolvimento da escalada no Brasil.
Veja um vídeo do Campeonato Sulamericano de 1989, em que Paulo Macaco participou! (25.03.08)
No feriado da Semana Santa Bernardo Collares, Adrian Giassone e Flavio Daflon repetiram a via Arco da Velha (D4 6º VIIa E3 - 700m) no Pico Maior de Friburgo, à noite. Esperaram pelas quatro horas da tarde para começar a caminhar, saindo do Refúgio das Águas, de Sérgio Tartari e Rosane Nicolau. Às 17:45h começaram a escalar e após os três primeiros fáceis esticões, a noite chegou.
A idéia era aproveitar, além dos headlamps, a luz da lua cheia,mas esta não brilhou tão forte, a não ser por curtos períodos, já que o céu estava um pouco nublado.
Esperavam completar os 700 metros de escalada em seis horas, mas acabaramescalando mais rápido do que imaginavam, em quatro horas e vinte minutos.
Essa velocidade foi possível porque os três já conheciam a via, mas principalmente pela boa memória do Bernardo, que mesmo quando não estava guiando sabia exatamente a direção dos próximos grampos. Pois o mais difícil não era a escalada em si, mas encontrar os grampos naquele mar de pedra.
O crux da via, um sétimo pouco protegido, foi evitado escalando pela via Décadence. A uma hora da manhã estavam de volta ao Refúgio das Águas.
Outas escaladas que mereceram destque neste feriado em Salinas foi a ascensão da cordada feminina Kika Bradford e Mariana Candeia, na via Décadence (D4 5º VIIa(A0/VIIc) E2 - 700m), no Pico Maior. E também a escalada do casal Anita e Gabriel Catan nas vias Trapos e Trapanos (D3 6º VIIa E3 - 450m) e Cagões e Mercenários (D2 6º VIIa E3 - 120m), ambas no Capacete. (26.03.08)
O brasileiro Thiago Veloso escalou um dos boulders mais difíceis da América Latina, na ascensão do primeiro V13 da América do Sul, aberto pelo espanhol Iker Pou. Foi o primeiro brasileiro a realizar uma escalada desse nível fora do país. No Brasil não há nenhum local comprovado com essa dificuldade em boulder.
A pequena cidade de Chaltén com seus 400 habitantes, fundada em 1985, é famosa por suas caminhadas e principalmente por abrigar dentro do Parque Nacional Los Glaciares algumas montanhas famosas como o Fitz Roy (3.405m) e o Cerro Torre (3.102m).
Mas esse recanto perdido nos confins da América do Sul também pode orgulhar-se de boulders espetaculares e com dificuldades suficientes para colocar muito escalador bom de quatro.
Thiago e Matheus Veloso, viajaram 6.000 km para aproveitar a temporada de 2008 na Patagônia Argentina, onde trabalharam e escalaram alguns dos boulders mais difíceis de Chaltén. Tanto trabalharam que receberam como recompensa o encadeamento do único boulder de V13 (8b francês) confirmado da América do Sul, Wazabi. Apenas Thiago conseguiu o feito. Seu irmão por muito pouco não conseguiu, chegando a cair inúmeras vezes no último movimento.
No total foram 50 dias de escalada, contando alguns dias de chuva, ventos fortes e muito calor, o que dificultava a escalada. A vantagem é que o Sol se põe meia-noite nessa época do ano e pode-se escalar por volta das 21 horas quando o clima está mais ameno.
Thiago Veloso é o primeiro brasileiro a fazer tal graduação nessa modalidade de escalada. Wazabi tem 26 movimentos, os primeiros metros por um teto e o resto de continuidade por um negativo de 45º a 50º de inclinação. Esse foi mais um marco e um salto de qualidade para a escalada brasileira.
Como prova de reconhecimento internacional de nossos compatriotas, o site da Revista espanhola Desnivel publicou uma nota contando a façanha. (23.04.08)
Esse ano, a já tradicional ABERTURA DA TEMPORADA DE MONTANHISMO (ATM 2008), acontecerá no 27de abril, na Praça General Tibúrcio, localizada na Praia Vermelha, Urca, Rio de Janeiro, entre 8:00 e 18:00 horas.
Quem doar 1 Kg de alimento não perecível, ganhará um número para concorrer a equipamentos em um sorteio que acontecerá no final do evento. Os alimentos recolhidos serão doados pela Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ), organizadora do evento, a instituições carentes.
A Abertura de Temporada de Montanhismo tem entrada gratuita, e conta com a participação de tradicionais clubes e entidades de montanhismo.
As lojas de montanhismo farão uma exposição dos equipamentos, inclusive, dos últimos lançamentos. Vários livros de montanhismo serão lançados e as camisetas do evento, estampadas
com a logo vencedora do concurso promovido pela FEMERJ, estarão à venda.
O escalador americano Alex Honnold, 22 anos, virou notícia em Yosemite, depois de empreender no final do ano passado a escalada em solitário de alguns dos itinerários mais exigentes do vale americano.
Ele fez em livre e em um dia a via Freerider (VI, 5.13a, 37 enfiadas). Como se isso só não bastasse, mandou em solo integral a Astroman (5.11c, 300 m) e a cara Norte do Rostrum (5.11c) em um dia também, juntando-se a grande lenda Peter Croft. Para culminar o verão intenso concluiu a ascensão em livre da via Salathe Wall (VI, 5.13c), para muitos a maior via que se pode escalar naquele pequeno mundo de granito.
Sem perda de tempo, voltou a estrelar completanto um dos solos integrais mais impressionantes que se tem notícia: Moonlight Buttress, en el Parque Nacional de Zion en Utah. Levou 83 minutos para superar as 9 enfiadas somando 379 metros, confiando apenas em suas mãos e pés. as primeiras enfiadas são de V grau, mas as últimas cinco alcançam o equivalente ao IXa no Brasil.
Veja o artigo completo no site Desnivel.com. Foto: Cory Richards - Alex Honnold em solo na Astroman. (09.05.08)
Cineastas e esportistas de todo país se preparem para o grande festival de filmes de montanha do Brasil!
Os diretores da 8ª edição do Mostra Internacional de Filmes de Montanha, informam que as inscrições para os filmes de curta e média-metragem estão abertas até o dia 29 de agosto em nosso site, através do link Mostra Competitiva.
Este ano o evento será realizado em 5 dias, de 22 a 26 de outubro, com a inclusão de sessões gratuitas para jovens da rede pública, escoteiros e
bandeirantes; oficinas de fotografia e cinema e palestras com esportistas consagrados. Além da já aguardada
exposição fotográfica e do tradicional lançamento de livro.
Considerada uma grande confraternização de várias tribos dos esportes de montanha, o evento também começa a ser reconhecido cada vez mais no cenário cultural da cidade do Rio de Janeiro, onde diretores, esportistas,
protagonistas, fotógrafos, escritores, produtores e apreciadores da sétima arte buscam seu lugar em frente a telona.
Inscreva seu filme, participe das oficinas, assista às sessões, comente com o povo da montanha... (09.05.08)
Com 224 páginas, o Guia de Trilhas de Petrópolis é uma publicação que descreve detalhadamente 38 roteiros de caminhada em Petrópolis - RJ.
Esses roteiros representam praticamente todas as trilhas consolidadas e/ou de grande interesse turístico ou do ponto de vista do montanhismo.
A Travessia Petrópolis - Teresópolis, trilha mais famosa da Região Serrana Fluminense, é uma dos roteiros descritos neste Guia.
O lançamento em Petrópolis será no dia 16 de maio, sexta-feira, às 18:30h na Livraria Livros & Livros:
Rua do Imperador 675 lj. 6 e 8 Edifício Arabella, Centro de Petrópolis.
Escaladas e caminhadas simultâneas aos cumes da Serra dos Órgãos marcarão a Abertura da Temporada de Montanhismo 2008 na Serra dos Órgãos. Dedo de Deus, Agulha do Diabo, Pedra do Sino, Escalavrado, São Pedro, Garrafão e a Pedra do Elefante estão entre os cumes que serão atingidos simultaneamente ao meio-dia do dia 10 de maio (sábado). Existe um limite de pessoas para ir a cada cume. Informe-se pelo telefone (21) 2152-1100.
Acontecerá também uma homenagem aos recém falecidos montanhistas Jair Lourenço e Minchetti. Às 14:00 horas haverá um minuto de silêncio.... Inclusive quem quiser participar dessa homenagem... basta fazer um minuto de silencio nesse horario... esteja onde estiver...
À noite haverá confraternização e lançamento do Guia de Trilhas de Petrópolis, com apresentação de palestra do autor Waldyr Neto, no auditório O Guarani, na Sede
Teresópolis do PARNASO.
Oito centros excursionistas e o Clube da caminhada do SESC participarão do evento. A abertura da alta temporada é uma realização do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com apoio da FEMERJ, SESC, Albergue Recanto do Lord, Trilhas & Rumos e Parque Estadual dos Três Picos.
A alta temporada de montanhismo vai de maio a setembro. As trilhas ficam abertas o ano todo, mas este é o período em que as condições climáticas são ideais para caminhadas e escaladas na Serra dos Órgãos. A trilha da Travessia Petrópolis-Teresópolis já está preparada para a temporada, tendo recebido novos degraus e corrimãos em pontos críticos e manutenção da vegetação.
Para acessar as trilhas de montanha é necessário pagar as taxas de visitação e assinar o Termo de Conhecimento de Riscos. (09.05.08)
Lo Mejor del Fitz - Relato da Temporada Marumbina na Patagônia 2008, por NativO!
Foi muito proveitosa a viagem! Saímos de Curitiba (Eu, minha companheira Simone, Camarão, vulgo Anderson Bulgakov e sua companheira Elisa Costa), dia 23 de Dezembro de 2007. Nossa nave, uma Toyota Bandeirantes batizada de Papa-Léguas, já era a sétima vez que estava indo para os Andes.
Dormindo num posto de Gasolina no Rio Grande do Sul e noutro na província de Entre Rios, no dia 25 chegamos em Los Gigantes, próximo a Córdoba, onde entre uma chuva e outra, escalamos algumas vias no Cerro de La Cruz e outras torres de granito da região.
Batizamos esta primeira etapa da expedição de Pelos Anders, em homenagem ao casal Ander e Elisa que não deixavam de sorrir com o visual da maravilhosa cordilheira dos Andes.
De Los Gigantes, seguimos uma rota por cima da serra, passando por Vila Dolores e fomos para Mendoza, fazer a cabeça no Cerro Plata, região de Vallecitos, fomos (eu e Simone) até 4.500m, o Camarão e Elisa, mais empolgados com a altitude foram até o cume, 6.200m.
Nós precisávamos mais alguns dias, mas estávamos com vontade de chegar logo em Bariloche e escalar rocha. Enjoamos de tanta gente, cavalos, lixo, cocô, papel higiênico voando, e tudo mais que as altas montanhas próximas ao Aconcágua oferecem. A idéia era a Simone conhecer a altitude, conheceu e não gostou.
Do Cerro Plata, passamos por San Rafael onde dormimos em um camping, em direção ao sul pela rota 40, fomos para Junin tentar o Vulcão Lanin, pegamos uma baita chuva, mais um dia passando por San Martin de Los Andes e Vale Encantado, finalmente chegamos em Bariloche, dia 10 de janeiro. Arrumamos as mochilas, compramos os mantimentos que faltavam e fomos para as agulhas de Cerro Catedral e aí sim começou a diversão.
Muitos dias de tempo bom, foi a melhor temporada de todos os tempos. Tivemos que escalar todos os dias, em alguns dias fazíamos 2 cumes, outros 3 e chegamos a fazer 4 cumes num dia. Claro que levantando bem cedo e voltando bem tarde e com o pensamento no objetivo da viagem que era tentar o Fitz pelo Pilar do Casarotto. Desde que o Bonga (vulgo Marcelo Santos), me convidou no início de 2007, já disse que só iria se fosse para o Pilar.
Acabou a primeira reserva de comida, baixamos a Bariloche buscar mais, voltamos a escalar, Camarão e Elisa foram para o Tronador. Escalamos com Tiaraju Fialho, que junto com Alexandra estavam extasiados com a primeira temporada na Patagônia, e com Sassá, vulgo Alexandre Lorenzetto.
Dia 4 de fevereiro fizemos uma troca de casais, agora com o Bonga e a Gabi, seguimos rumo ao sul em direção a Chalten, com o pensamento fixo no Pilar, daqui para frente batizamos a expedição de os Escalafáticos.
Chegando em Chalten nos instalamos no acampamento Madsen, nos atualizamos das novidades com os amigos que já estavam por ali e fomos conversar com Rolando Gariboti (o Rolo), o qual já conhecia de outras temporadas. Nada melhor que saber dos locais como andam as coisas. Ele havia descido do cume do Fitz na noite anterior e fizeram o que chamaram de La Espiral do Fitz. Entrando pelo vale do Cerro Torre, subiram filo do Ombre Sentado e culminaram pela Afanascief.
Era o último dia de uma janela de bom tempo de 9 dias, entre um mate e outro, comentamos das nossas intenções, mas ele nos convenceu a entrar no Pilar pela face oeste, por conta da pouca neve e pedras soltas que predominavam nas faces leste. Disse que tinha aberto uma via nova, no dia 15 de janeiro, juntamente com Poroto (Been), e que segundo eles era "lo mejor del Fitz", puras fissuras, tudo limpo nada fixo na parede e o crux de 6b (francês), batizaram de Mate, Porro e Todo lo Demas. Vendo as fotos descobrimos que era isso mesmo que queríamos, apesar do mau tempo e sem previsões de melhora, fizemos nossa estratégia e fomos arrumar as mochilas, com o mínimo de equipamento e comida para 6 dias, o plano era tentar no melhor estilo alpino-patagônico, Chalten-Chalten.
Esperamos por 12 dias, fazendo boulder, pescando truta, andando em slak-line, assistindo as seções de filme que todos os dias acontecem às 15h na administração do parque, comendo facturas e aumentando as reservas de energia. Quando a previsão melhorou, ou melhor, a previsão é de que iria melhorar, partimos com tempo ruim mesmo. Subindo pela margem do Rio Elétrico, pela trilha que leva à estância Piedra del Fraile. No primeiro dia chegamos a um bivaque nas pedras, pouco antes da Piedra Negra, que leva ao Passo do Quadrado.
No segundo dia de investida, estávamos desanimados pelos ventos e o mau tempo que não acalmava, quando no meio do pesto, olhando para as paredes, já havíamos decidido entrar na Guillaumet, só para ver se conseguiríamos escalar com aquele vento, aparece o Rolo e o Colin, mesmo companheiro com o qual haviam escalado juntos o grande tour do Torre, que a nível mundial talvez tenha sido o feito mais importante nesta temporada. Escalaram a Punta Standhard, Punta Herron, Punta Eger e o Torre em 72 horas e dias depois fizeram La Espiral do Fitz. Agora os planos eram entrar na Guillaumet , depois Mermoz, ValdeBois, Pilar e Fitz. Rolo disse com toda convicção que, seguro que o tempo iria melhorar e nos convenceu a retomar nosso plano. Combinamos de nos encontrarmos no colo entre o Pilar e o Fitz ou na terraça que havia no trecho final do pilar.
Decisão tomada levamos cerca de 4 horas seguindo pelo Passo do Quadrado, cruzando as rampas de rocha e o Glaciar bem complicado nas encostas da Guillaumet e Mermoz. Chegamos à base, onde após um tempo de procura por um local plano, montamos um bivaque que batizamos de Base de Lançamento.
Seguindo as dicas do Rolo, programamos o despertador às 5h, para subir os 500 metros de desnível de gelo (+ ou – 700 de escalada, tuc tuc tuc, segundo ele), para chegar à base tipo 8h e começar a escalar. Com o vento que não parou, a cada rajada parecia que um jato estava decolando e estávamos bem na cabeceira da pista. Outros “jatos” escutávamos de longe, vinham e aterrizavam, nos sacudindo.
Não escutamos o despertador, o primeiro diálogo do dia foi o Bonga perguntando: Que horas são? Respondi: Não sei, o relógio ta aí fora. Bonga retruca: Isso é reposta? Saímos dos sacos de bivaque às 8h, meio desanimados e pensamos, bem já que estamos, vamos tentar, ver até onde dá, qualquer coisa descemos.
Bonga inicia na frente e após as primeiras 5 enfiadas, percebemos que estava ficando tarde. Fazer a troca do guia, colocar sapatilha e tudo mais ia demorar, por isso seguimos assim para tentar chegar na tal terraça, onde daria para bivacar. Bonga guiou mais umas 3 enfiadas, nos perdemos nas contas. Ao escurecer chegamos num platô bem abaixo da terraça, bem na base do crux. Resolvemos bivacar ali mesmo antes que escurecesse e por sorte conseguimos descansar, deu até pra dormir um pouco, talvez pelo cansaço.
Noutro dia nem bem clareou, já estávamos derretendo neve. Fizemos água, bebemos e comemos algo e fui, em livre até onde deu, mãos frias e com pouca sensibilidade, fiz no melhor estilo livre... livre de se agarrar no que puder.
Foram mais umas 6 cordadas pra chegar na tal terraça. Como no primeiro dia só o Bonga tinha se divertido, pois sobra pro segundo “jumarear” com a mochila mais pesada, continuei guiando. Mais umas 6 enfiadas e chegamos no cume do Pilar, já precisando de lanternas, o vento uivando.
Tínhamos que fazer dois rapéis no escuro para chegar no colo, por sorte uma luz nos guiou para o outro lado e exatamente na ponta norte do cume tinha um platô de 2 por 3, que com um bom trabalho da piqueta, retiramos o gelo, armamos um varal pra ficar tudo auto-assegurado, estendemos as cordas tipo tapete, isolantes, derretemos mais neve para fazer água, comemos algo e entramos nos sacos de bivaque com toda a roupa que tínhamos e sem tirar as botas.
Apreciar as luzes de Chalten era emocionante, não consegui dormir, pela alegria de estar ali onde estávamos, vento forte sacudindo a gente, o friozinho na barriga aumentando, decidimos que se o dia amanhecesse bom iríamos fazer as 4 últimas cordadas e ir até o cume do Fitz.
Amanheceu cabuloso, um teto alto de cirrus e “naves mães”, cumulos cobrindo o glaciar formando um mar de nuvens. Nuvens se formando nas costas do Fitz e passando em alta velocidade abaixo da gente. Decidimos descer o quanto antes, já imaginando o perrengue para rapelar a via do Casarotto, que descobrimos se chamar Pilar Goretta, homenagem que fez à sua esposa, que ficou 10 dias na base enquanto ele abria a via em solitário.
Derretemos gelo, comemos algo mesmo sem fome, começamos a descer. Após dois rapéis ficamos protegidos do vento, na metade da parede o vento diminuiu e as nuvens foram se dissipando, abriu céu azul, apesar do vento, aí lembramos dos nossos planos, foi o que desejamos, descer com bom tempo.
Depois de rapelar o dia inteiro, passando pelo famoso bloco empotrado, (entalado), onde inicia a parte de rocha da via do Casarotto, onde ele armou um bivaque para ele e a Goretta. No fim do dia estávamos na base de lançamento, com mais equipamento do que subimos. Fizemos uma boa limpeza e aumentamos nosso rack, felizes da vida pelo que havíamos realizado, aí sim comemoramos com abraços e choros. No cume foi só um aperto de mão e um valeu, do tipo: vamos se proteger.
Mais uma noite no bivaque da base de lançamento, nesta noite os jatos diminuíram e saímos noutro dia bem cedo, após comer o restante de polenta que sobrou, misturado com o resto de granola, mais o resto de farelo de bolacha. Queríamos cruzar o glaciar o mais cedo possível, mais consistente.
Mais ou menos às 15h estávamos no carro (perdemos o relógio) e às 16h estávamos em Chalten, onde nossas donzelas, a quem dedicamos a escalada, nos esperavam com uma super refeição. Não tínhamos fome, engolíamos o choro de alegria, pois sabíamos que tínhamos feito algo GRANDE.
A primeira repetição da via mais moderna, mais limpa e mais linda de todo Chalten. Batizamos o bivaque do cume de "platô da Robertinha" pelo espírito presente na escalada, cuidando da gente, desenroscando a corda no rapel, desviando as pedras que sempre caem na rampa de acesso à parede e pela sua motivação.
Comemorações à parte fomos agradecer ao Rolo e ao Poroto pela via, pelas dicas e ver se ele reconhecia alguns dos equipamentos que retiramos da parede durante os rapéis.
Depois fomos passear, visitar o Glaciar Perito Moreno em Calafate, de lá fomos para Punta Arenas visitar os amigos, na volta passamos pela península Valdez ver os Pingüins, Lobos e Elefantes marinhos e 3 dias depois estávamos em casa, cansados e muuuuuito felizes.
Táticas empregada para subir rápido: Menos é mais, na dúvida toca pra cima e se ficar difícil sobe os pés. O primeiro sobe com mochila leve, fixa a corda; o segundo “jumareia” com a mochila pesada.
Equipamento utilizado:
Mochila Equinox Kihú 40 lts;
1 Bastão de caminhada cada um;
1 piqueta cada um, 1 com marreta outro com pá;
Par de Crampons, 1 de aço outro de alumínio;
Bota SNAKE Coroá para crampons
Sapatilha SNAKE invernal, protótipo;
Roupas: Calça, blusa e toca (balaclava) de primeira pele;
Calça, Blusa e toca de Fleece;
Polar wind stoper;
Cobre calça impermeável;
Anoraque leve Quechua;
Luvas: 1 de primeira pele, 1 fleece, 1 de polar 2 dedos com sobre removível, 1 impermeável;
1 saco de dormir de fleece, Nativo;
1 saco de dormir 5° ferrino, Bonga;
1 saco de bivaque para parede por cada;
½ isolante;
Escalada: Cadeirinha Bod Harnes BD;
1 jogo stopers do 1 ao 8;
1 jogo micro friends 3 peças;
2 jogos Camalots do 0,5 ao 3; mais 1 – 4; 1 - 4,5 e 1 – 5;
10 expressas curtas;
10 expressas longas 60 cm ;
3 fitas longas 120 cm para paradas;
3 mosquetões com trava para paradas;
1 par de ascensor;
1 par de pedaleiras fabricadas no Madsen com o que tínhamos;
1 freio ATC para assegurar o guia e rapelar;
1 freio Gigi para assegurar de cima e rapelar;
1 elo de cordelete de rapel com mosquetão simples key look, por cada;
1 elo de cordelete de 60 cm para emergências, por cada;
3 elos de cordeletes de 60 cm para abandono;
2 exentrics n° 8 para abandono;
1 Saco de magnésio;
1 corda 1, 60 metros;
1 corda ½ 60 metros;
Diversos: Toldinho leve de 2x2,40m;
2 cantis nalgene;
1 cantil de pet 500 ml;
2 canecas térmicas com tampa;
2 colheres pláticas;
2 lanternas tika plus com pilha reserva;
1 micro canivete para cortar cordeletes abandonados;
1 fogareiro portátil focus;
1 carga de gás 200 g;
1 panela de inox 1 litro com tampa;
Alimentação:
2 sanduíches, pão com queijo e tomate seco;
500 g de polenta;
6 barras de chocolate;
4 pacotes 200 g macarrão instantâneo;
4 sopas instantâneas;
4 sucos;
2 latas de atum;
200 g de azeitonas;
1 pacote de bolacha salgada;
1 pacote de bolacha doce;
200 g de uva passa;
300 g de castanhas;
6 doces de amendoim;
300 g de granola;
200 g de preparado de leite e chocolate em pó;
Levamos e não usamos:
3 grampos de gelo;
Luvinha de esparadrapo;
1 saco de magnésio;
Agradecimentos: à By pelas roupas, Equinox pelas mochilas, Snake pelas botas e sapatilhas, ao Rolo e Poroto pelas dicas, ao Ricardo Schen que emprestou o Camalot 4,5, ao Marius Bagnati que emprestou o Camalot 5, às meninas que fizeram os sanduíches e ficaram na assistência técnica. (10.05.08)
O Centro Sãojoanense de Montanhismo realizará do dia 31 de maio a 08 de junho a 1ª Semana da Cultura de Montanha de São João del Rei e o VII Encontro de Escaladores da Serra do Lenheiro.
Abaixo a programação resumida:
Dia 31 de maio (sábado) - Abertura Oficial da Semana da Cultura de Montanha, Exposição fotográfia - Serra do Lenheiro e seus contrastes
Dia 1 de junho (domingo) - Caminhada ecológica na Serra de São José (Tiradentes - SJDR)
Dia 02 de junho (segunda feira) - Palestra: Potencial ecoturístico das montanhas de São João
Dia 03 de junho (terça feira) - Palestra: História do Montanhismo em São João del Rei
Dia 04 de junho (quarta feira) - caminhada noturna com observação astronômica
Dia 05 de Junho (quinta feira) - dia da montanha limpa (caminhada nas Serras do Lenheiro e São José com limpeza das trilhas)
Dias 06, 07 e 08 de junho - VII Encontro de Escaaldores da Serra do Lenheiro.
Dia 07 de junho - Palestras: Elizeu Frechou / Bernardo Collares / Escalada das Minas
Mais informações: LUIZ CLÁUDIO (32) 9114-1130
(11.05.08)
Realizou-se em Curitiba, PR, na academia de escalada Campo Base, dia 26 de abril a 1ª Etapa do Campeonato Brasileiro - 2008. Confira os resultados! (11.05.08)
Três mulheres mereceram destaque na mídia internacional neste mês de março.
A primeira foi Beth Rodden por ter encadenado a via Meltdown, em Yosemite, Califórnia. Apesar de Meltdown ser curta, 15 metros, sua graduação assusta, pode chegar a 5.14c, equivalente ao nosso XIb. Para complicar ainda mais basta dizer que Meltdown é uma fissura ligeiramente negativa. E mais impressionante ainda é que Beth encadenou a via com móveis, sacando-os do baudrier, sem pré-colocar as peças! Foram oito peças ao todo, TCU’s, pequenos offsets e um nut. Para sacar do baudrier de forma rápida os três friends mais essenciais na via ela utilizou de uma estratégia inteligente. Prendeu-os com esparadrapo ao baudrier. Assim não era necessário abrir o mosquetão apenas puxar o friend. Beth já encadenou outras vias de 5.14, mas esta, provavelmente, é a via mais dura já encadenada por uma mulher utilizando proteções móveis.
A segunda mulher que merece destaque é a jovem francesa Charlotte Durif. Ela nem completou 18 anos, mas recém passou à vista numa via de 8b+ (Xc aqui no Brasil), chamada Leon, na França. Ela já encadenou cinco vias de 8c (XIa), mas passar à vista em 8b+ (Xc) é algo raro mesmo entre os homens. A espanhola Josune Bereziartu já havia passado 8b+ à vista, com a via Hidrofobia, mas parece que esta será decotada a 8b. Caso isso ocorra e se confirme o grau da via Leon, aquela encadenada por Charlotte, ela pode se tornar a primeira mulher a realizar um 8b+ à vista no mundo.
A terceira é Lisa Rands que mandou o famoso boulder Mandala (V12 ou 8a+ francês). Este espantoso bloco custou a ela três dias de tentativas, além de algumas outras no ano passado. Lisa, 32 anos, tem em seu currículo também o fato de ser a primeira mulher a ter guiado uma via de grau de exposição E8. Foi com a via End of the Affair, que na escala americana chega a 5.12+/5.13-, ou cerca de IXa no Brasil. (27.05.08)
Beth Rodden na via Meltdown. Foto de Corey Rich - Aurora Fotos: www.climbing.com
Lisa Rands no boulder Mandala. Foto: Wills Young. www.climbing.com
Flavio Daflon guiando na via Meninos Perdidos, no Pico Maior.
Kika Bradford guiando a Abracadabra, no Pico Maior.
Helena Fagundes Gueiros guiando a Abracadabra, no Pico Maior.
O feriado de Corpus Christi em Salinas rendeu bons frutos em escalada. A galera estava tão empolgada que algumas vias quase precisaram de senha para serem escaladas.
Tivemos a impressionante repetição da via Meninos Perdidos (5° V+ E4/E5 - 450m), toda em móvel com apenas 4 grampos, pelos escaladores Flavio Daflon, Silvio Neto e Bernardo..., no Capacete.
Houve também a primeira repetição feminina da via Abracadabra (6° VI+ (A0/VIIb) E3), no Pico Maior, pela cordada Kika Bradford e Helena Fagundes Gueiros.
Segue abaixo mais algumas ascensões e seus protagonistas:
# Kika Bradford, Patty Duffles e Guilherme Piu-Piu na Trapos e Trapanos (6° VIIa E3 450m) Capacete;
# Quatro cordadas: Julio Mello e Fernando (SP); e Guilherme Piu Piu e Adriana Lima; e Pedro Bugin e Liane Lebouns; Boris Flegr, Cláudio Batman, Carlos Arruzzo (Xuxu) e Jorge na Fata Morgana (5° Vsup E3 - 280m) Capacete;
# Sblen Mantovani e Flavio Daflon na Cidade dos Ventos (6° VIsup E3 - 430m) Pico Maior;
# Duas cordadas: Patty Duffles e Guilherme Piu-Piu; e Boris, Larissa Neli (SP) e Brilhante (SP) na El Kabong ( 5° VI E2 - 450m) Capacete;
# Sérgio Tartari, Rosane Nicolau e Pira na via Devaneios do Repouso (5° VI (A0/VIIb) E3), no Capacete.
# Duas cordadas Jana Menezes e Alexandre Portela; Carlos Arruzzo (Xuxu) e Francisco Castagnaro (Play) na No Mundo da Lua (4° Vsup E3 - 300m) Pico Maior;
# Duas cordadas Jayme Prestes e Silvia "Viá" Batalha; e Julio Melo e Paulo Marim Junior na CERJ (5° V (A0/Visup) E2 - 400m) no Capacete;
Paulo Marin Junior, Julio Melo, Silvia Batalha e Jaymes Prestes no cume do Pico Maior.
# Sblen Mantovani e Marcia Fregolon na Abracadabra (6° VI+ (A0/VIIb) E3 - 300m) Pico Maior;
# Sergio Tartari, Pira (argentino) e Marcel na Variante Pai Granito (6° VIIa E3 - 350m) no Pico Maior;
# Duas cordadas: Pedro Bugin e Liane Lebouns e Jana Menezes, Rosane Camargo e Alexandre Portela na Sol Celeste (5° Vsup E3 - 280m) no Pontão do Sol;
Rosane Camargo guiando a via Sol Celeste no Pontão do Sol.
# Silvia Batalha, Paulo Marim Junior e Andréa Couto na Bode da Tarde (4° IV E1 - 130m) no Morro do Gato;
Silvia "Viá" Batalha no cume do Capacete, com o Pico Maior ao fundo.
# Flavio Daflon, Bernardo ticano e ... na Fêmeas Efêmeras (VIIb E3 - 100m) e Machuca Meu Bem (VIIa E3 - 25 metros) na Caixinha de Fósforo.
Bernardo Ticano guiando a Fêmeas Efêmeras, na Caixinha de Fósforo.
# Carlos Arruzzo (Xuxu) e Francisco Castagnaro (Play) na via Roberta Groba (5° Vsup E3 - 450m) no Capacete;
# Sblen Mantovani e Kika Bradford na Arco da Velha (6° VIIa E3 - 700m) no Pico Maior.
A gradecimentos aos Abrigos Refúgio das Águas e República Três Picos pelso quais a galera se dividiu e como sempre foram bem recebidos pela Rô (e sua comidinha deliciosa) e Tartari (que faz umas pizzas fenomenais) e pelo Mascarin (sempre com uma bebida gelada depois da escalada). (02.06.08)
Silvia "Viá" Batalha no cume do Capacete, com o Pico Maior ao fundo.
Adrina Lima, Guilherme Piu-piu, Liane Lebouns e Pedro Bugin, no cume do Capacete.
Rosane Camargo guiando a via Sol Celeste no Pontão do Sol.
Bernardo Ticano guiando a Fêmeas Efêmeras, na Caixinha de Fósforo.
No mesmo formato do Circuito de Boulder realizado no ano passado no CELV, o LIMITE Boulder FESTIVAL tem agora um peso maior, é a I Etapa do Campeonato Estadual/RJ de Boulder 2008. Ao todo serão quatro etapas realizadas em três diferentes cidades do nosso estado onde o atleta acumulará pontos para sua classificação no ranking final.
A Competição será realizada em duas partes. A primeira fase é chamada de "Festival" onde todos os competidores, independente da categoria, tem direito a escalar os 22 Boulders com diferentes níveis de dificuldade variando de 3° a 9°grau. Durante quatro horas todos os participantes terão livre acesso aos cinco setores destinados a competição.
Os 5 atletas do masculino e as 5 atletas do feminino de cada categoria com maior pontuação no Festival estarão classificados para a final, chamada de "Desafio do HULK".
Data: 15/06/2008
Local: Centro de Escalada LIMITE VERTICAL – CELV - Rua Bambina 141/fundos, Botafogo, Rio de Janeiro.
Categorias
Master – Masculino e Feminino
Intermediária – Masculino e Feminino
O C.E.L.V. estará aberto a partir das 09:00h.
Início do "Festival": 10:00h.
Término da 1ªFase: 14:00h.
Divulgação dos resultados do Festival: 14h30min.
"Desafio do Hulk" - FINAIS
Femininas - início: 15:00h.
Masculinas - início: 16h30min.
Inscrições
Poderão ser feitas no CELV até o dia da competição, com até 30 minutos antes do final da "1ª Fase" ou enquanto houver vagas.
Organização: Flávio Carneiro, Adriana Mello e Alexandre Flores.
Route-setters: Alexandre Flores "Xandinho", Bernardo Cruz "Nado", Gerardo Martins e Ralf Côrtes.
Árbitros principais: Flávio Carneiro, Bernardo Cruz "Nado", Marcelinho Braga e Eduardo R.C.
Supervisão: Patrícia Mattos*
DJs: Dado Brother e Don Bagrones
Fotos: Marcela Chaves
Filmagem: Flavio Carneiro, Luiz Paulo Vinil, Sidney Dantas e Luiz Tapajós "Sabiá"
Realização: FEMERJ - Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro - Departamento de Competições.
Patrocínio: V12 AGARRAS – DEUTER – CASA DO ALPINISTA
Apoio: www.sabianoar.com.br - OVER (06.06.08)
Porque filiar-se a FEMERJ? Em primeiro lugar para apoiar a federação e contribuir para que o montanhismo seja mais organizado. A participação de cada um é sempre muito importante.
E em segundo lugar fortalecendo essa instituição nós montanhistas temos força para brigar por nossos direitos pelo livre acesso às montanhas.
Nesses últimos 7 anos a Federação, através de seus clubes, entidades e montanhistas associados, tem realizado muito pela comunidade de montanhta:
- promovido a conservação e recuperação ambiental;
- mantido as boas condições para a prática do montanhismo e visitação pública das montanhas;
- reflorestamentos;
- remoção de lixo das encostas;
- prevenção de incêndios com a remoção de capim colonião;
- realizando seminários sobre diversos assuntos, como o de Mínimo Impacto, Graduação, etc.
- Defendendo nosso direito de livre acesso a montanha, principalmente nos casos de propriedades particulares que impedem esse acesso.
Outras vantagens você pode ver no endereço: www.femerj.org
A Federação pode fazer muito mais por todos nós, tudo que precisam é de nosso apoio, idéias, sugestões e principalmente força de vontade de fazer e mudar.
Então para filiar-se é fácil.
1 - O interessado deverá entrar no site da FEMERJ, www.femerj.org, e "baixar" a ficha de inscrição.
2 - Após, ele deve preencher a ficha de inscrição e assiná-la. A ficha preenchida e uma foto 3/4 devem ser enviadas para a Federação.
3 - O ideal é que o interessado envie a ficha preenchida e a foto "escaneadas" para o email da secretaria ( secretaria@femerj.org ).
Caso ele não tenha como "escanear", pode enviar para o seguinte endereço:
Av. Rio Branco, 277/805, Edifício São Borja, Rio de Janeiro/RJ, cep: 20047-900.
Vale destacar que a FEMERJ não tem sede própria, sendo este endereço do Clube Excursionista Rio de Janeiro. Por isso, é fundamental que no envelope contendo a ficha e a
foto o interessado especifique que a correspondência é aos cuidados da SECRETARIA DA FEMERJ. É importante ressaltar que o envio de todo o expediente via e-mail agilizará muito o processo.
4 - Com o recebimento da ficha e da foto, estes serão vistoriados pela Diretoria da FEMERJ.
5 - O interessado receberá da secretaria um comunicado, via e-mail, de que pode efetuar o depósito. A conta para depósito é no banco Itaú, agência: 0310, conta: 12028-2. Caso seja necessário o CNPJ para o depósito: 04138795/0001-50 - FEDERAÇÃO DE ESPORTES DE MONTANHA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
O valor do depósito/anuidade é R$ 40,00. Caso a pessoa prefira receber a carteira pelo correio, é só depositar R$ 3,50 a mais para cobrir as despesas do correio com o envio de carta registrada.
6 - A secretaria deve ser avisada, via e-mail, de que o depósito foi efetuado e em que data.
7 - Com o depósito feito, a carteira será encomendada.
8 - Quando a carteira estiver pronta, a secretaria enviará um e-mail avisando e a enviará pelo correio, no caso da pessoa ter depositado o valor de R$ 43,50, que inclui as despesas com o correio. No caso da pessoa preferir pegar a carteira pessoalmente, isto pode ser feito no endereço acima citado (Av. Rio Branco, 277/805, Edifício São Borja, Rio de Janeiro/RJ).
Você pode também participar da Lista de Discussão da FEMERJ, recebendo mensagens individuais em seu email ou lendo as mensagens via WEB. Assim você fica informado do que está acontecendo no montanhismo, pode trocar idéias, tirar dúvidas, encontrar parceiros para escaladas, informações sobre corquis e equipamentos... Acesse agora mesmo o Grupo online da FEMERJ e cadastre-se clicando no botão "Entre Nesse Grupo". (06.06.08)
17:44h - Bernardo Collares na base da via Waldo, 6° VIIa (A1/VIIc), 360 metros.
19:01h - Horizontal do Waldo, 6° VIIa (A1/VIIc), 360 metros
Nesse final de semana tivemos duas escaladas das 4Faces do Pão de Açúcar... e sem uma dupla combinar com a outra!
Na noite de sexta pra sábado Flavio Daflon e Bernardo Collares fizeram as vias Waldo (6° VIIa (A1/VIIc), 360 metros), Cavalo Louco (5° VI, 270 metros), Lagartão (6° VIIa (A1/VIIc), 300 metros) e Iemanjá (4° Vsup, 430 metros). Entraram no Waldo as 17:50 com cume as 20:00 horas. Desceram no último bondinho e entraram no Cavalo Louco as 20:45 fazendo cume as 22:05h.
Desceram pelo Costão (a primeira de três descidas!) e seguiram para o Lagartão, onde começaram as 23:05h chegando ao cume às 01:55h. Essa foi a via que deu mais trabalho para eles, pois a parte de cima estava muito úmida, chegando a molhar a corda. Desceram de novo o Costão e foram para a base da Iemanjá onde entraram às 03:00h com cume as 04:20h.
Mais uma descida pelo Costão, que a cada vez ganhava um grau a mais em função da umidade, esta última foi descida boa parte agachados, senão era “vaca” certa.
Segundo relato do Bernardo: “Quando terminamos falei pro Flavio... da próxima vez que eu der essas idéias... me responda... NÃOOOO!"
E no domingo de madrugada ainda Kika Bradford e a Helena Fagundes também fizeram as “4Faces”, pelo Waldo (6° VIIa (A1/VIIc), 360 metros - Face Norte), Italicundo (Italianos com Secundo – 5° V - 300 metros - Face Oeste), Stop (3° IIIsup240 metros - Face Sul) e Bohemia Gelada (2° II - 240 metros - Face Leste). Foram 12 horas para completar a empreitada, muito
bom! O Clube da Luluzinha já começa em grande estilo!
Veja ao lado e abaixo algumas fotos dos meninos a noite. (17.06.08)
19:02h - Bernardo Collares na horizontal do Waldo.
19:34h - Flavio Daflon na enfiada do artificial do Waldo.
20:45h - Bernardo no início da Cavalo Louco, 5° VI, 270 metros.
23:03h - Flavio na base do Lagartão, 6° VIIa (A1/VIIc), 300 metros.
00:47h - Flavio na sombrancelha do Lagartão.
03:42h - Bernardo no crux do Iemanjá, 4° Vsup, 430 metros.
Sonnie Trotter en Rhapsody , E11 y 8c/c+ de Dumbarton Rock (Escocia). Foto: sonnietrotter.com
O canadense Sonnie Trotter realiza a primeira repetição do “hard grit” mais difícil do território britânico: Rhapsody, a primeira proposta de E11, que foi encadenada pelo escalador McLeod em 2006 e cotada em 8c/c+.
Ele mesmo definiu sua viagem como um épico, provavelmente por causa dos 14 dias de tentativas, pelos 24 vôos de oito metros e pelos 113 emails que enviou a sua namorada. Seja como for, Sonnie Trotter conseguiu resolver o hard grit mais 'hard', a linha que se supõe um salto definitivo para a escalada tradicional britânica, a primeira proposta de E11, convertida em mito por Dave McLeod en 2006.
Fiz um relato do que eu vi na sexta, 30 de maio, no Babilônia. Como escrevo no final, espero que sirva de alerta para todos nós.
Eu havia dado uma aula, um top rope, e estava saindo do Babilônia por volta das 13 horas. No estacionamento dos funcionários do Pão de Açúcar vi alguns turistas apontando para o Babilônia e dizendo que alguém caiu. Não levei a sério até ver o senhor que trabalha na estação correndo e falando em bombeiros. Nessa hora olhei para a parede e vi um escalador na metade do Reinaldo Behnken e outros dois pendurados, juntos, entre o Entropia e o Reinaldo Behnken, a 20 metros do chão. Dali já deu pra ver que a coisa era séria. A primeira coisa que me veio a cabeça é que eles estavam precisando de ajuda e voltei a entrar no Babilônia. Na portaria o senhor já estava chamando os bombeiros então eu liguei pra Cintia em casa e pedi que ela ligasse para os guias da Aguiperj para descobrir se alguém estava próximo.
Quando cheguei na base haviam dois escaladores que eu não conheço. Como eles não tinham tomado nenhuma iniciativa em subir eu pedi corda, costuras e fitas a eles, já que estava com pouco equipamento por causa da aula de top rope. Um deles me deu segurança e eu subi pela Reinaldo Behnken. Nesta hora ainda não havia chovido. Subi na Reinaldo mais alto que os meninos que haviam caído já que queria descer em diagonal até chegar onde estavam. Para descer fixei a minha corda, não aquela que peguei emprestada e tinha usado para guiar.
Chegando neles a cena era chocante. O Marcos estava inconsciente e o Julio coberto de sangue, a cabeça aberta e uma fratura exposta no tornozelo. Os dois estavam sem capacete e com as cordas bastante enroladas neles. A primeira coisa que fiz foi prender os dois em mim, pois se já caíram até ali poderiam cair ainda até o chão. Não sabia onde a corda deles estava presa. Gritei para o escalador que eu via, cerca de uma enfiada acima, perguntando se as cordas estavam fixas. Não consegui descobrir qual delas estava fixa e qual estava solta. Depois ele me gritou que a colorida estava fixa e eu prendi os dois nesta corda também através de prusiks.
Eu falava pro Julio que estava tudo bem e que ia ajudá-los a descer. Ele dizia que estava mal, olhava para a fratura no pé, e queria descer. No rosto dele só dentro dos olhos não havia sangue. Ao redor havia material deles espalhados, uma mochila suja de sangue, um chinelo e outras coisas.
Mesmo assim imaginei que o Julio não estivesse tão mal já que pareceu bastante consciente. Com eles presos fui dar uma olhada no Marcos (os nomes soube bem depois) que estava com o rosto para baixo tampado em parte por um dos braços. Não consegui afastar seu braço, pois estava enroscado com as cordas. Foi tentando abrir espaço para que ele ficasse numa posição mais cômoda (lembrando dos cursos de primeiros socorros) e pudesse ter as vias aéreas desobstruídas - já que estava inconsciente - que eu gelei ao ver como uma corda passando por dentro de um mosquetão estava absurdamente apertada em sua nuca, puxando inclusive a pele para dentro do mosquetão. O pavor me veio. Imaginei que poderia estar sem respirar. Não tenho certeza disso. Falaram que ele ficou enforcado. Também não tenho certeza disso. Não verifiquei o quanto aquele pedaço de corda apertava, ou se apertava sua garganta. O braço com três ou quatro voltas de corda enroscada próximo a cabeça não davam espaço. Eu nem quis ver. Tentei afrouxar a corda, tentei desclipar o mosquetão que tencionava a corda, cheguei a tentar puxar ele para cima pelo loop do baudrier. Não havia um mínimo platô, era tudo vertical. Cheguei até a pedir pro Julio me ajudar, mas é claro que ele não podia. Na tentativa de liberar o Marcos meus movimentos incomodavam o Julio que gritava de dor.
Foi nessa hora que eu vi os bombeiros na base. Gritei por helicóptero. Um dos bombeiros me disse que ele não chegaria ou iria demorar. Gritei por uma faca, disse que a corda estava no pescoço do Marcos. No nervosismo esqueci que eu havia escalado com minha mochila nas costas, justamente
porque dentro dela tinha um estojo de 1° socorros. Nem passou pela minha cabeça que estava com a mochila e que dentro do estojo havia uma lâmina.
De qualquer forma o bombeiro amarrou prontamente uma faca na minha corda e assim cortei a corda acima do pescoço do Marcos, lembro de antes ter verificado se realmente tinha prendido ele. Não lembro se foi preciso cortar mais algum pedaço para liberar o braço. Mesmo assim Marcos continuou inconsciente. A primeira coisa que pensei foi em descer com ele para deixá-lo na mão dos bombeiros, talvez ele precisasse de reanimação. Sabia que nesse caso o tempo era decisivo. Verifiquei de novo se ele estava preso em mim e cortei tudo que o prendia. Cortei as cordas algumas vezes porque sempre tinha alguma coisa que o prendia. A última corda cortada lembro que foi difícil, não estava tencionada e o peso do Marcos já me puxava para baixo. Com ele inconsciente seu tronco e a cabeça ficaram soltos para baixo com o seu baudrier preso ao meu loop. Não me sobrou fita para passar em seu peito e usei minha mochila para colocar em suas costas e prender as alças na frente com um mosquetão em mim. Assim ele ficou numa posição melhor e mais confortável para descer.
Desde que montei o meu rapel já estava com o auto-blocante, não o desmontei, nem o freio, em hora nenhuma. Foi assim que desci com ele. Os bombeiros já estavam com uma maca pronta na base daquele diedrinho em móvel à esquerda da base da Reinaldo. Avisei os bombeiros que ele devia estar sem respirar. A partir daí não acompanhei mais o Marcos, descansei por um breve tempo e subi prussicando de volta ao Julio. Ele estava mais fraco, tombado no baudrier. Gritei que estava subindo e que ia descer com ele. Ajudei-o a levantar, ele pediu de novo para descer. Eu disse que estava montando a descida. Com tudo pronto cortei as cordas que o prendiam. Não me recordava estar num pêndulo significativo. Com o peso do Julio no meu baudrier e a pedra molhada (em algum momento em que ajudava o Marcos choveu), nós dois pendulamos descontroladamente para a direita. Me lembro de ter ficado lateralmente com ele escorregando até a corda parar. Vi a faca que estava fechada no meu bolso voar e escutei pessoas exclamando com nosso pêndulo. O Julio ficou bem, apesar dos gemidos. Como ele estava com um fita e um mosquetão passando pelo pescoço-braço, prendi seu tronco próximo a mim para descer com ele mais confortável.
Na base ele desceu, literalmente, em cima da maca. Não foi fácil estabilizar ele na maca já que o terreno era inclinado e ele reclamava de dor no pé, no joelho e nas costelas. Ainda foi preciso soltar um pedaço de corda que estava nele, preso ao freio e ao auto-blocante. Os bombeiros o levaram e por algumas vezes ouvi ainda seus gritos, mais o pior já havia passado.
Da base não conseguia ver o outro escalador (Rodrigo) que estava ainda na metade da parede. Sem saber se ele conseguiria descer de forma segura, subi de novo prussicando. Ele já estava montando o rapel com o que sobrou das cordas e veio até onde eu estava. A chuva havia aumentado. Foi nessa hora que eu soube que haviam outros dois escaladores mais em cima e sem corda. Enquanto nos preparávamos para descer chegou o helicóptero do CGOA e em seguida o dos bombeiros que os retirou.
Muitos me perguntaram se eu vi alguma coisa que pudesse elucidar o que aconteceu. Não vi nada, nem procurei. Eram dois escaladores acidentados e um emaranhado de equipamentos, não quis saber o que aconteceu, não havia tempo.
Que este acidente sirva de alerta para todos nós. Escalada não é futebol. É um esporte de risco. Quando se fala para checar duplamente procedimentos e equipamentos é porque isso pode salvar nossas vidas. Precisamos estar atentos seja escalando, seja rapelando. Lembrem do "climb smart": sua segurança é sua responsabilidade.
E quanto ao rapel em simultâneo, será que vale a pena?
O “Guia de Escaladas de Niterói - Parque Estadual da Serra da Tiririca”, recém escrito por Leo Nobre Porto, Presidente do Clube Niteroiense de Montanhismo, é o fruto de um trabalho de dois anos, sobre o principal centro de escalada em rocha da cidade de Niterói.
São aproximadamente 130 vias catalogadas, distribuídas entre o Córrego dos Colibris, Morro do Ubá VI, Morro das Andorinhas, Morro do Tucum, Morro do Telégrafo, Agulhinha George Guarischi, Alto Mourão, Falésia do Peixoto, Falésia do Telégrafo, Enseada do Bananal e Pracinha de Itacoatiara. Esta última, fora dos limites do parque, mas com a proximidade, acabou entrando para o guia também.
O Guia de Escaladas de Niterói conta com mais de 100 croquis, descrição das vias, material necessário, mais de 80 fotos, descrição e mapas de acesso aos setores e às bases das vias, um breve histórico sobre a Região Oceânica de Niterói e do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Código de Ética de Niterói, história do montanhismo no município e o relatório da primeira via de escalada conquistada em Niterói em 1956, a Via Normal da Agulhinha George Guarischi (A1).
Acontecerão lançamentos nos dias:
18/06 - na Limite Vertical à partir das 20h - Rua Bambina, 141 - fundos - Botafogo - Rio de Janeiro;
19/06 - lançamento do guia no CERJ (Centro Excursionista Rio de Janeiro) à partir das 20h - Av. Rio Branco 277/805 - Centro - Rio de Janeiro. (17.06.08)
Canino Esportivo (VI) é uma via paralela a via Terra de Canino, conquistada em 19 de outubro de 2006 por Carlos Alberto, Alexandre Mello, Nielson Sampaio e Noelson Sampaio. Localiza-se na Pedra Hime em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Veja o croqui.
Outra nova via é a Flor de Cactos (5º VIIc), localizada no contraforte do Irmão Menor dos Dois Irmãos de Jacarepaguá.
Ela está entre duas conquistas clássicas: Comicci e Montinelli e foi conquistada por Isabel Cristina de Sá Corpas e Nielson de Oliveira Sampaio.
Todos os grampos são de ½” e com ótimas paradas de ancoragens para dar segurança. O melhor horário para escalar é na parte da manhã, pois neste horário, principalmente no verão, o sol não irá incomodar.
O local é seguro e a trilha é a mesma para chegar a via Comicci. Quando estiver próximo ao paredão mantenha a direita e logo em frente encontra-se a base da via.
Ao chegar no cume terá uma paisagem deslumbrante, com muitas flores de cactos e o único meio de voltar é através do rappel (50m). Veja o croqui. (17.06.08)
Quatro novas vias encontram-se conquistadas desde 2006 numa falésia localizada no Morro da Babilônia, atrás do Círculo Militar na Praia Vermelha, Urca.
Tratam-se de conquistas dos escaladores: Flavio Leoni, Rodrigo Demuti e Luciano. Os três na época tiveram autorização dos militares para fazer as conquistas, pois é preciso autorização para escalá-las já que o acesso é feito pelo Círculo Militar.
Enquanto não se consegue uma passagem de acesso, quem
pretender escalar tais vias deve informar-se e pedir com antecedência uma autorização para a aventura.
Veja o croqui das vias elaborado pelos conquistadores: Urutu (II), Cascavel (3° IV), Xavante (III) e Rondon (IVsup).
PS.: Segundo email recebido do Tonico Magalhães a via Cascavel, passa por uma canaleta artificial na pedra, que foi subida em solo por ele e por Paulo Bruxo, na década de 60 ou 70. (25.06.08)
Nova via em móvel conquistada num morro de nome desconhecido em Vargem Pequena, perto de Jacarepaguá, a via Deus nos Defenda de Mulher está graduada em 3° IV E2 D1. Com 150 metros, foi conquistada por Flavio Leone e Ari Pedro Junior, em maio de 2008.
O acesso se dá pela Estrada dos Bandeirantes, no n° 13.832. Dobre a
primeira rua à direita (Rua Américo de Souza Braga) e siga até o fim, em direção a COMLURB. Atravesse a cancela e contorne a cerca que está à direita. Siga até a fenda que você vê na parede e quando estiver bem abaixo dela, suba o Costão (mais ou menos 80 metros)
O Clube Niteroiense de Montanhismo convida a todos para o Encontro de Montanhistas e Escaladores, durante o qual será realizada a palestra "Montanhismo Fluminense nos Últimos 50 Anos", a ser proferida por Sobral Pinto (montanhista e fotógrafo), Andre Ilha (escalador), Helio Penha (escalador) e alguns fundadores do Clube Niteroiense de Montanhismo: Gustavo Carmo, Jeronimo Santos, Leandro Pestana e Alan Marra.
O evento será realizado no Auditório do Instituto de Geociência da UFF, Campus do Gragoatá, quinta-feira, dia 10 de julho, das 18h30min às 22h.
No dia 20 de junho finalmente foi terminada a via Raja na Pedra do Elefante, em Petrópolis. Foram muitas as investidas para completar suas 16 enfiadas. O resultado é uma via graduada em 7º VIIIa E3 D4.
A conquista começou em 1992 com Márcio "Buzina", Fábio Muniz e Alexandre Galvão. No começo da abertura da via, Buzina bateu os dois primeiros grampos, mas Fabinho ao bater o terceiro grampo, tomou uma queda e se acidentou. Depois disso não voltou mais à parede. Galvão voltou com o Ralf Côrtes e conquistou um trecho de 20 metros que hoje já não pertence a via, pois o traçado dela sofreu alterações nas investidas seguintes.
Depois Ralf retornou com o Márcio "Buzina" mais ou menos na mesma época. Segundo Ralf: "a primeira, segunda e a terceira investida eu fiz com o Buzina, isso entre 1992 e 1993. Mais tarde fui com o Flavio Daflon - por volta de 1994 ou 1995 -, e a partir daí a via ficou quase 10 anos abandonada. Em 2004 comecei com a reforma dos grampos de 3/8 com a Ana Alvarenga, e mais tarde retornei a conquistar, primeiro com o Anderson "Preguiça" e depois com a Ana... a penúltima investida foi com o Ingo Müller (em 2007) e a última com o Flavio Daflon.
A via se mostrou exigente sendo cotada em 7º VIIIa. Há inclusive nela dois trechos negativos. Os lances mais difíceis são bem protegidos E1 ou E2. São cerca de 115 grampos em seus 640 metros de extensão. A sexta enfiada é a única onde utilizasse alguns friends. Na P14, que é uma parada em platô, também pode-se utilizar dois friends pequenos.
A descida é melhor por caminhada. Após a P13 para rapelar é necessário desescalar um pequeno trecho. Para descer do cume pela via são necessárias duas cordas de 60m para rapelar a última enfiada.
A base da via fica a poucos minutos do Abrigo do Elefante. Pousada do Ralf Cortês e da Ana Alvarenga no vale do Taquaril, entre Posse e Pedro do Rio. Na pedra do Elefante, ou Jacuba, existem cerca de 40 vias e mais de 100 boulders abertos. Mais informações no blog: www.abrigodoelefante.com
A primeira etapa do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro de Boulder, foi realizada no dia 15 de Junho de 2008 no Centro de Escalada LIMITE VERTICAL, válida para o ranking estadual 2008 oficializado pela FEMERJ.
A competição foi marcada pelo equilíbrio e confraternização entre atletas, que durante 4 horas se revezaram nos 22 Boulders distribuídos em cinco setores, variando de 4° a 9º. Foram 36 competidores divididos nas categorias Iniciante e Master (masculino e feminino), que buscavam somar o maior numero de pontos para obter a classificação para a Final, chamada de "Desafio do HULK", disputado em uma bateria de 20 minutos com 3 oulders de diferentes dificuldades.
Alexandre Flores - na final Master.
Alexix Hernandez - No Setor escada.
Aline Sette - na final Iniciante.
Andrezza Oliveira no setor escada - 1ª fase
Antonio Pedro Dolly no setor Bicicletário - 1ª fase
Dos 22 problemas criados pelos Route-setters apenas um não foi encadenado (via vermelha – setor "La Cueva") faltando um movimento. O resultado foi um bom nível técnico e muita disposição dos competidores durante a 1ª fase, chamada de "Festival".
No feminino, o que chamou a atenção foi a presença de poucas competidoras. Na categoria iniciante, com apenas 3 participantes, o destaque foi para Aline Sette, que em sua primeira competição conseguiu uma boa pontuação no Festival e encadenou um boulder na final. Alice Souza ficou em 2°.
A disputa na categoria Master foi bem equilibrada. Thais Quacchia teve uma participação impecável, fazendo a melhor pontuação na primeira fase e encadenando as 3 vias na final. A atleta Branca ficou em 2º lugar e Flavia dos Anjos em 3º.
As finais masculinas, em ambas as categorias, demonstraram um bom nível dos competidores. Na iniciante, a disputa foi muito equilibrada até os momentos finais da bateria. Destaque para Gideão Melo “Xaropinho”, que se sagrou campeão, com Felipe Sertã em segundo e Daniel Lustoza em 3º, proporcionando uma disputa bem acirrada.
O momento mais esperado do LIMITE Boulder FESTIVAL, a final masculina Máster, contou com a presença de atletas do primeiro escalão da escalada esportiva do Rio de Janeiro. O nível técnico das três vias montadas para o"Desafio do HULK" eram de 8b/c, 8c e 9b, o que exigiu muita força e perícia dos finalistas.
O destaque da 1ª etapa foi Candido Bisneto, de Volta Redonda, único atleta a encadenar dois Boulders e pontuar no terceiro na grande final. Com uma performance incontestável, sagrou-se campeão. O 2º colocado, Caio Gomes, de Niterói, é sem dúvida um dos melhores atletas em atividade no estado no momento, marcando presença nas finais em todos os campeonatos disputados na LIMITE, e se destacando em outras competições no cenário brasileiro. Ele completou apenas um dos Boulders, mas conseguiu pontuar nos outros dois. Rafael Pimenta, que encadenou uma das vias, ficou em 3º lugar. Eric Telles, de Friburgo e Alexandre Flores, o Xandinho, local da LIMITE, engrandeceram a final da 1ª etapa do Campeonato Estadual de Boulder 2008.
A premiação dos ganhadores teve a presença de Paulo Macaco, que foi homenageado pela organização e Bernardo Collares, presidente da FEMERJ, que realizaram a entrega dos troféus aos vencedores desta etapa. O evento contou com bom público presente, que prestigiou e empolgou os competidores nas disputas finais. A próxima etapa do Ranking Estadual, organizado pela FEMERJ. será realizada no dia 17 de agosto, no Escalada Indoor Icaraí, em Niterói.
Organização:
Flávio Carneiro e Adriana Mello
Route-setters:
Bernardo Cruz "Nado", Gerardo Martins e Ralf Côrtes.
Route-setters assistentes:
Felipe Assad, Ana Alvarenga, Helena Fagundes, Adriana Mello e Gerusa Palhares.
Equipe de arbitragem:
Flávio Carneiro, Eduardo R.C., Patrícia Mattos, Sandro Cardoso, Pascoal Guerra, Mariana Pardal, Jorge Gomes, Gerusa Palhares, Christian Sens, Antonio Revail, Ana Alvarenga e Ralf Côrtes.
Supervisão:
Patrícia Mattos
Fotos:
Marcela Chaves
Realização:
FEMERJ - Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro
CELV – Centro de Escalada LIMITE VERTICAL
Patrocínio e apoio:
V12 AGARRAS – DEUTER – CASA DO ALPINISTA
Resultados do LIMITE Boulder FESTIVAL DESAFIO DO HULK – Finais
Candido Baisneto, o campeão da etapa, finalizando um dos Boulders na final Master
Daniel Castro na La Cueva - 1ª fase.
Daniel Luztosa - 2° colocado - na final da categoria Iniciante.
Eric Teles - Final Master.
Ian Lima na La Cueva - 1ª fase.
Jean Mattos "Fluber" na The Cave - 1ª fase.
Rafael Pimenta na The Cave - 1ª fase.
Thaís Quacchia - na final Master.
Vitor Campos setor Bicicletário - 1ª fase.
Paulo Macaco entrega troféu de campeão na categoria master masculino para Candido Bisneto.
Somente os atletas federados a FEMERJ poderão participar do Ranking Estadual 2008, RJ.
A ordem de colocação dos atletas para a pontuação no ranking é feita da seguinte maneira: a ordem de colocação do "Desafio do HULK" dos 5 finalistas e o demais competidores, da 6ª colocação em diante, seguem a ordem de classificação do "FESTIVAL" 1ª fase. (10.07.08)
No sábado 5 de julho, os escaladores Bernardo Collares e Adrian Giassone fizeram a primeira repetição da Raja (7º VIIIa E3 D4). A via está localizada na Pedra do Elefante, em Petrópolis, e é uma conquista de Ralf Cortes, Márcio "Buzina", Flávio Daflon, Ana Alvarenga, Ingo Müller e Anderson Preguiça, recentemente finalizada.
A via possui 640m, divididos em aproximadamente 16 esticões, o grau sugerido é 7º VIIIa. Os esticões mais fáceis, tipicamente de VI ou VI+ são E3, enquanto que os mais difíceis são E1E2. A base fica a uns 15 minutos do Abrigo do Elefante (do Ralf Cortes e Ana Alvarenga). A via é exigente, São muitos esticões de 7º, variando apenas a letra. O VIII não é obrigatório, porém o problema está logo depois dele, pois há uma seqüência obrigatória bem em pé com agarras/regletes com grandes
chances de quebrar. As passadas são bonitas e a queda é limpa. É necessário estar escalando bem 7º grau e muita vontade de escalar, pois depois de vários esticões de 7º, a seqüência mais puxada está entre P-11 e P-12.
A cordada entrou na via as 6:33, terminou as 14:30, optou por rapelar, chegando na base as 16:15. Bernardo guiou toda a escalada. Uma coisa interessante é que a via quase sempre tem regletes, batentes e agarras, quase nunca fica lisa, em aderência, fugindo ao padrão de Petrópolis em geral. O rapel foi feito com 2 cordas de 60m, exige algum cuidado nos dois ou três primeiros rapeis por causa das fortes diagonais, depois é só seguir as paradas indicadas no croqui.
Veja mais sobre a conquista, fotos e croqui na nota acima desta. (28.07.08)
Acontecerá nos dias 8, 9 e 10 e 22, 23 e 24 de agosto de 2008 o curso Suporte Básico de Vida em Áreas Remotas.
O curso Suporte Básico de Vida em Áreas Remotas tem como objetivo transmitir aos participantes um conjunto de técnicas que possibilitam manter a vida de uma vítima em estado grave, além do desenvolvimento de algumas habilidades, especialmente cuidados com ferimentos, para evitar infecções e saber lidar com as adversidades ambientais (tempo, clima, terreno) versus a distância a ser percorrida com a vitima até o atendimento especializado.
O curso organizado pela TAMANDOA ADVENTURE propõe de diferente do SBV urbano o reconhecimento das lesões potencialmente graves para cada tipo de atividade específica (turismo de aventura, esporte de aventura, montanhismo, escalada, rafting, etc) e seu manejo, com o uso de poucos materiais e equipamentos ou materiais improvisados. O que é proposto também é abordar situações comuns em ambientes selvagens - raios, acidentes com animais peçonhentos, hipotermia, insolação, hipoglicemia, tudo isto
combinado com aulas teóricas e simulados, sendo o último dia de curso dedicado exclusivamente a simulados destas situações.
O curso conta com a coordenação e participação especial da Dra. Leca Rodrigo, médica que há quinze anos ensina técnicas de suporte básico à vida em ambientes remotos para leigos, militares do Corpo de Bombeiros e profissionais de saúde, além de ser voluntária do COSMO (Corpo de Socorro em Montanha do Parque Estadual do Marumbi - PR) - desde a sua criação.
As fotos desta página mostram os guias da Aguiperj neste mesmo curso no ano passado.
Horários do curso: às sextas o curso inicia às 18h com término as 22h. Aos sábados e domingos inicia-se às 8h com término as 18h.
Carga horária: 40 horas.
Local: UVA (Universidade Veiga de Almeida) , Rua Ibituruna, 108 – Tijuca – Rio de Janeiro.
Número de vagas: 15 alunos
Investimento: R$ 790,00 (setecentos e noventa reais)
Forma de pagamento: à vista com 5% de desconto (R$ 750,00) ou em 3x sem juros
Valor inclui: Aulas teórico-práticas, material didático e equipamentos, a postila e certificado, material descartável para práticas
Avaliação: Testes téoricos e práticos durante o curso. Presença de 100% em todas as aulas- Não será permitida nenhuma falta.
As turmas são limitadas de forma a garantir mais atenção e conforto aos participantes.
Inscrições de demais informações: com Sonia Reinstein pelos telefones (21) 3181.1750 ou (21) 9366.3268 ou através do e-mail: sonia@tamandoaadventure.com.br. (28.07.08)
Classificação da II Etapa do Campeonato Brasileiro de Escalada
Esportiva - 2008, realizada em Minas Gerais, na academia de escalada Das Pedras em 26 de julho:
Master Feminino:
1º Janine M. F. Cardoso (SP) - 40pt.
2º Roberta Loureiro (RJ) - 27pt.
3º Ana P. M. Veloso (SP) - 17pt.
4º Cristiane F. C. Faria (MG) - 11pt.
5º Viviane Euler (MG) - 7pt.
Master Masculino:
1º Daniel Haddad (MG) - 100pt.
2º Eric T. Leite (RJ) - 80pt.
3º Daiti Hamanaka (RS) - 65pt.
4º Leandro Iannotta (MG) - 55pt.
5º Felipe Melo (MG) - 51pt.
6º Eduardo P. Filho (MG) - 47pt.
7º Leandro Reis (MG) - 43pt.
8º Sandro de Castro (MG) - 40pt.
9º Adriano Barroso (MG) - 37pt.
10º Aldo V. Z. de Freitas (MG) - 34pt.
11º Rafael Rodrigues (SP) - 31pt.
12º Márcio Bruno (SP) - 28pt.
13º Victor S. Rocha (MG) - 26pt.
Classificação Geral após a segunda etapa:
FEMININO:
1º Janine M. F. Cardoso (SP) - 80pt.
2º Ana P. M. Veloso (SP) - 28pt.
3º Marilene Lima (PR) - 27pt.
3º Roberta Loureiro (RJ) - 27pt.
5º Andréia Rissi (SP) - 17pt.
6 º Cristiane F. C. Faria (MG) - 11pt.
5º Viviane Euler (MG) - 7pt.
MASCULINO:
1º Eric T. Leite (RJ) - 135pt.
2º Cesar A. Grosso (SP) - 100pt.
2º Daniel Haddad (MG) - 100pt.
4º André Berezoski Neto (SP) - 80pt.
5º Felipe G. Camargo (SP) - 65pt.
5º Daiti Hamanaka (RS) - 65pt.
7º Leandro Iannotta (MG) - 55pt.
8º Anderson Gouveia (PR) - 51pt.
8º Felipe Melo (MG) - 51pt.
10º émerson H. Ayres (PR) - 47pt.
10º Eduardo P. Filho (MG) - 47pt.
12º Eduardo Geovane (SC) - 43pt.
12º Leandro Reis (MG) - 43pt.
14º Jonas Leffeck (SC) - 40pt.
14º Sandro de Castro (MG) - 40pt.
16º Pedro F. Nicoloso (RS) - 37pt.
16º Adriano Barroso (MG) - 37pt.
18º Dhyan s. de Amorim (PR) - 34pt.
20º Victor Greipel Gomes (SC) - 31pt.
20º Rafael Rodrigues (SP) - 31pt.
22º Andreas P. Castro (SC) - 28pt.
24º Pedro A. de Campos (SP) - 26pt.
26º Lucas Lima (PR) - 24pt.
27º Jurgen P. de Castro (SC) - 22pt.
Classificação da Copa do Mundo de Escalada de Dificuldade, realizada em Chamonix, na França, dia 13 de julho de 2008:
Classificação da II Etapa da Copa do Mundo de Escalada:
Homens
1. Jorg Verhoeven (Holanda): 42-
2. Sachi Anma (Japão): 37
3. Klemen Becan (Eslovênia): 35
4. David Lama (Áustria): 34.5+
4. Tomás Mrázek (Rep. Checa): 34.5+
6. Ramon Julián (Espanha): 34.5
7. Magnus Midtboe (Noruega): 34.5
8. Jakob Schubert (Áustria): 24-
Mulheres
1. Johanna Ernst (Áustria): 53
2. Angela Eiter (Áustria): 43-
3. Mina Markovic (Eslovênia): 40
4. Caroline Ciavaldini (França): 39+
5. Charlotte Durif (França): 39
6. Olga Shalagina (Ucrânia): 39-
7. Bettina Schoepf (Áustria): 36-
8. Muriel Sarkany (Bélgica): 32
Classificação Geral da Copa do Mundo de Escalada de Dificuldade
Homens
1. Tomás Mrázek (Rep. Checa): 155 pontos
2. Sachi Anma (Japão): 145 puntos
3. Jorg Verhoeven (Holanda): 140 pontos
4. Jakob Schubert (Áustria): 120 puntos
5. Ramon Julián (Espanha): 90 pontos
5. Magnus Midtboe (Noruega): 90 pontos
7. Manuel Romain (França): 88 pontos
8. Patxi Usobiaga (Espanha): 81 pontos
9. Klemen Becan (Eslovênia): 65 pontos
10. Romain Desgranges (França): 58 pontos
Mulheres
1. Johanna Ernst (Áustria): 200 pontos
2. Natalija Gros (Eslovênia): 117 pontos
3. Charlotte Durif (França): 116 pontos
4. Angela Eiter (Áustria): 114 pontos
5. Mina Markovic (Eslovênia): 105 pontos
Em novembro de 2007 foi feita a última investida para a conquista da via Entre Quatro Paredes (3º IIIsup E2 D1 - 150 metros). De autoria dos escaladores do Clube Niteroiense de Montanhismo Ian Will, João Henrique e Leandro Pestana, a via localiza-se no Morro do Tucum, Costão de Itacoatiara, em Niterói.
O acesso é feito descendo a trilha, por aproximadamente 20 metros, à esquerda da base da via Novos Horizontes. Recomenda-se após a escalada descer pela trilha normal do costão para evitar o rapel, já que a parede tem bastante vegetação que deve ser preservada.
Veja aqui o croqui e abaixo algumas fotos da conquista. (28.07.08)
Enquanto o acesso antigo, pela Estrada das Canoas, para a Face Leste da Pedra da Gávea (vias C-100, Aquarius, Vapores da Gávea e outras) não é liberado, sugere-se a utilização da trilha que sai da Pedra bonita em direção a via Bip-Bip e chaminé Elly. Esta trilha começa cerca de 10 metros a direita da rampa de vôo livre.
Ao final do primeiro terço da trilha há uma outra descendo para a esquerda que vai juntar-se a trilha da Estrada das Canoas, na parte que tem uma pavimentação de cimento. Desse ponto é só seguir o caminho normal.
Chegando ao cume, a volta é feita, pela trilha da Chaminé Elly, que sai da Praça da Bandeira. Olhando de frente para a trilha que desce para a Barra, é a primeira à direita.
Rapelando a Elly segue-se pela trilha que leva de volta a rampa de vôo livre.
A trilha não está bem definida e chegando na laje deve-se caminhar uns 50 metros antes de chegar na trilha antiga.
O Acesso fica um pouco mais longo mas possível. Mais informações no livro "Guia de Escaladas e Trilhas da Floresta da Tijuca" de Flavio Daflon e Delson Queiroz. (28.07.08)
Dia 27 de julho Felipe Dallorto, Gustavo Silvano e Gustavo Coelho, conquistaram uma nova via na Pedra da Panela, em Jacarepaguá.
Na verdade deram sequência a um projeto antigo que fica ao lado direito da via Sopa de Letrinha, totalizando 100 metros de escalada com graduação de 4º IVsup E2 (A0/VIIb). O nome da via é Coelho com Ervas e segue uma linha bonita e sem vegetação.
Ela fica no Bairro do Anil no Condomínio Jardim Clarice, entre o Rio das Pedras e a Freguesia. Sua primeira metade foi aberta em 1996, pelo pessoal da UFRRJ (Rural)e finalmente terminada, numa segunda investida por escaladores de Jacarepaguá. Como resultado, foi criado a União dos Escaladores de Jacarepaguá, UEJ, lista de emails que tenta reunir escaladores e divulgar as escaladas locais.
Quem vem da zona sul ou Barra, pode pegar a estrada velha da Barra e seguir em direção ao Rio das Pedras e Freguesia. Passando o Rio das Pedras, entra na Estrada de Jacarepaguá, o condomínio fica próximo da fábrica de cerveja Antártica. O condomínio Jardim Clarice é aberto, não precisa de identificação.
Chegando nele siga reto e dobre na terceira rua a esquerda e depois a primeira direita que vai dar num campo aberto já com a pedra no fundo.
Obs: na entrada do condomínio já dá para ver o Morro da Panela é só seguir em direção a ele. A via Sopa de Letrinhas é de fácil localização, basta ver as placas em formatos quadrados que estão grudados na pedra. A via Coelho com Ervas fica a direita dela.
Ficou pronta neste sábado, 02 de agosto de 2008, a via Lua de Fel, no Contraforte do Corcovado. Ela fica à direita da Invasões Bárbaras, começando na metade do 2º esticão dela. O primeiro esticão (curto) é uma horizontal pra direita protegida em cams médios e pequenos, por baixo de um teto.
A via tem cerca de 130 metros. Estima-se o grau geral em 6º, com uns três lances que parecem 7º. É preciso algumas repetições à vista para graduar. As proteções são bem mais próximas que as da Invasões. Entre E1 e E2. Rapel com uma corda de 60m. Cams: entre 4 e 6 peças, do camalot 0,5 ao 2. Dez a 12 costuras devem bastar. São 26 grampos no total e as paradas ainda não foram escolhidas.
No rapel, só é preciso escolher o melhor grampo pra chegar novamente abaixo do teto da Invasões. Nada muito complicado. Conquistadores: Guilherme Fonseca, Pedro (Pow) Aragão, Rô Camargo e Miguel Monteza.
A Onda de Calor foi conquistada por Flavio Leone, Felipe Dallorto, Cláudio França e Rogério, em março de 2007. Está graduada em 5º VIIb e tem 75 metros. Equipo: 8 costuras, 2 nuts de cabo médio, 1 camalot nº0.4, 1 camalot nº0.5, 2 camalot nº2, 1 camalot nº3 e corda de 60 metros. Croqui Onda de Calor.
A Caminho das Fadas foi conquistada por Felipe Dallorte e Flavio Barbosa, em fevereiro de 2007. Está graduada em II E2/E3 e tem 25 metros. Equipo: friends médios e grandes e 4 costuras. Croqui Caminho das Fadas.
A Mercedônia, conquistada em março de 2007, por flavio Leone, Rogério, Felipe Dallorto, Rosane Vilele e Flavio, está graduada em VI E2 e tem 110 metros. Equipo: 13 costuras médias e longas, 2 camalot nº4 ou maior, 1 camalot nº3, 2 camalot nº2, 1 camalot nº1, 1 camalot nº0.3, 2 microfriends, 1 micronut nº2 e nº3, 1 nut de cabo médio, 1 stopper nº 5 ou 6. Croqui Mercedônia.
Conquistada por Felipe Dallorto, Janine Lisboa, Flavio Barbosa, Camilo Garcia e Felipe Temperine, em fevereiro de 2007, a via Espinhos e Cactos está graduada em Vsup E2 e tem 45 metros. Equipo: 1 nut nº9, 2 friends nº3, 2 friend nº5 e 10 costuras. Croqui Espinhos e Cactos. (11.08.08)
Em 5 de julho de 2008, Bernardo Monteiro, João Paulo e Claudiney Neves terminaram a conquista de uma via no Morro do Tucum, em Niterói, com 425m de extensão.
É uma via tecnicamente fácil (3º III sup E3/E4), porém exposta, que faz um verdadeiro passeio pela face leste da montanha. Começa com 75m de horizontal, com o mar 10m abaixo e um visual incrível.
A primeira enfiada conta com uma chapeleta intermediária e outra na parada. A segunda possui apenas 25m e termina em um diedro onde é
feita uma parada em móvel, a partir daí a via sobe, entre corredores ladeados por cactos e orquídeas. O final da via não possui grampo.
A base é comum ao Paredão Alan Marra e Paredão Jardim, na enseada do Bananal, Itacoatiara.
O nome, Chang Wei, foi uma homenagem à amiga em comum dos conquistadores que faleceu em abril desse ano num acidente na Pedra do Baú, em São Paulo.
Num período de praticamente três semanas, Bernardo Collares e Flavio Daflon, repetiram três das vias mais clássicas de dificuldade no Rio: O Totem no Pão de Açúcar, a Oitavo Passageiro no Corcovado e a Sinfonia dos Delírios no Pico dos Quatro (Pedra da Gávea).
A via do Totem é a sequência natural de quatro vias: Sikoete (VIIb), As Lacas também Amam (VIIc), Revolta dos Gravatás (VIIc) e duas enfiadas da via A Um Passo do Espaço (VIIc e VIIIc). Eles repetiram a via em seis enfiadas, somando ao todo 240 metros e Flavio encadenou guiando a Aresta da a Um Passo do Espaço, graduada em VIIIc.
A Oitavo Passageiro, na face sul do Corcovado, está cotada em 8º VIIIb A1 e tem 385 metros. São dez enfiadas graduadas em VIsup, VIIIb, VIIc, VIsup, VIIIa/A1, VIIIa/A1, VIIa, VIIa, VIIc e VIIa. Desta vez Bernardo guiou integralmente a via.
A Sinfonia dos Delírios tem 10 enfiadas e sua maior peculiaridade é ser praticamente toda em móvel, possui apenas 11 grampos em 350 metros. São quatro paradas móveis, uma fissura de dedo de 90 metros e um diedro de 75 metros. Nesta via Flavio conseguiu encadenar guiando a primeira e a terceira enfiadas da fissura de dedo, respectivamente VIIc e VIIb.
Os croquis da via do Totem e Oitavo Passageiro estão no Guia da Urca e no Guia da Floresta. O croqui do Sinfonia dos Delírios está aqui.
Veja abaixo as fotos destas três vias! (13.08.08)
Totem do Pão de Açúcar
Bernardo Collares no início da Revolta dos Gravatás (VIIc).
O Totem do Pão de Açúcar. Via Revolta dos Gravatás.
Bernardo na Revolta dos Gravatás.
Flavio Daflon numa das paradas.
Flavio na primeira enfiada (VIIc) da via A Um Passo do Espaço...
...e na Aresta (VIIIc) desta mesma via.
Bernardo na Aresta da segunda enfiada da via A Um Passo do Espaço (VIIIc).
Oitavo Passageiro
Bernardo na segunda enfiada (VIIIb)...
...e na oitava enfiada (VIIa), início do Headwall.
Bernardo na sexta enfiada...
...e Flavio na oitava.
Bernardo na nona enfiada, VIIc e a face sul do Corcovado por onde passa a Oitavo Passageiro.
Sinfonia dos Delírios
Flavio na primeira enfiada da fenda de dedos (VIIc)...
...e participando na segunda enfiada (VIIa).
Flavio na terceira enfiada da fenda de dedos, VIIb.
Parada móvel e Bernardo e Flavio na segunda enfiada da fissura. Ao lado a parede da face sul do Pico dos Quatro. É possível ver o diedro rosado por onde passa a Sinfonia dos Delírios.
Elevado do Joá.
São Conrado.
Orquídeas na parede.
As duas últimas enfiadas.
Bernardo na primeira enfiada do grande diedro, VI...
Estão em vigor desde o dia 1º de agosto, as novas regras para ascensão às Agulhas Negras e Prateleiras, no Parque Nacional do Itatiaia (PNI). Esta decisão foi aprovada na reunião do Conselho Consultivo (CC) do parque, realizada no dia 27 de junho de 2008, e foi contrária à decisão da Câmara Técnica de Montanhismo e Ecoturismo (CTME).
A posição das entidades de montanhismo (Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo – FEMESP; Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro - FEMERJ; e Grupo Excursionista Agulhas Negras - GEAN) na Câmara Técnica foi no sentido do equipamento ser uma recomendação, uma vez que o fato da pessoa portar o equipamento não quer dizer necessariamente que vai saber usá-lo. “Entendemos ainda que o quadro ideal é o visitante assinar um termo onde declara ter condições de realizar a atividade planejada, nada mais”, esclarece Bernardo Collares, presidente da FEMERJ.
No anexo nº 3 à ata da Assembléia do Conselho Consultivo do PNI, de 27 de junho de 2008, que trata dos Procedimentos de Segurança na Ascensão das Agulhas e Prateleiras, consta que o equipamento básico individual do condutor (leia-se condutor cadastrado no PNI e não obrigatório ) e o equipamento obrigatório para ascensão técnica a ser apresentado pelo responsável do grupo (aquele que assina a ficha como responsável e que todos devem fazer ) são: “01 corda com extensão mínima de 30 metros e diâmetro mínimo de 08mm (estática ou dinâmica); 01 cabo solteiro com extensão mínima de 04 metros e diâmetro mínimo 8mm OU 01 fita tubular com extensão mínima de 04 metros OU 01 boudrier/cadeirinha; 02 mosquestões comuns”.
Para os participantes dos grupos que fazem as ascensões, são recomendados alguns equipamentos pessoais, tais como: anorak/capa de chuva; agasalho; lanche extra; recipiente para água; lanterna com pilhas extras; protetor solar; estojo de primeiros socorros; e canivete. Nos cursos básicos de montanhismo é ensinado que estes itens devem constar nas mochilas em qualquer excursão, porque deles depende o bem-estar do montanhista, o que reflete na sua segurança nos ambientes naturais.
“Eu acredito que se a sinalização de advertência não for providenciada pelo Parque e, também, não for
exercida uma adequada fiscalização, pouco adiantará a obrigação do responsável pelo grupo portar aquele equipamento mínimo obrigatório, isto porque, a maior parte dos problemas ocorre em virtude do não cumprimento dos horários”, analisa Edson Santiago, presidente do GEAN.
Ainda nesta reunião do dia 27 de junho, foram aprovados os textos escritos pela CTME para as placas informativas, que alertarão sobre os riscos envolvidos nas ascensões. Elas serão instaladas no Posto Marcão, na base das Montanhas, Córrego Agulhas Negras, antes do primeiro lance de escalada das Agulhas Negras e na base das Prateleiras.
“A CTME tem muitas vitórias. Nesta reunião foi aprovada a abertura do Abrigo Massena à visitação diária, que é uma caminhada de uns 12 km , ida e volta. E também os condicionantes para a abertura da travessia da Serra Negra, que tem aproximadamente uns 27 km ”, comemora Daniel Toffoli, funcionário do PNI e coordenador da CTME. No entanto, a travessia ainda não está liberada, pois é necessário fazer uma demarcação na trilha. “Este trabalho será realizado pelo GEAN (Grupo Excursionista Agulhas Negras) e pelos atuais brigadistas do parque. Divulgaremos assim que for aberta”, avisa Daniel.
A composição da Coordenação Técnica do Conselho Consultivo foi alterada nesta reunião. Edson Santiago, do GEAN e representante da FEMERJ no CC, assumiu a Secretaria Executiva e Flavia Cristina de Almeida Pires, das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), a Vice-Secretaria Executiva. Na CTME também houve modificação: Fábio Gandra, do GEAN, foi nomeado como novo integrante.
A ata da reunião, onde estão as novas regras e os textos das placas, pode ser lida em Ibama.
“Caso algum montanhista visite o PNI e enfrente alguma situação diferente da prevista nessas regras, avise a Federação do seu estado para que sejam tomadas as devidas providências”, avisa Pedro Refinetti, que faz parte do Grupo de Trabalho Itatiaia da Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo (FEMESP).
Já estão prontas as novas camisetas da FEMERJ. Na frente, o desenho do Mínimo Impacto. Atrás, a logomarca do Projeto Acesso às Montanhas.
O dinheiro arrecadado com a venda das camisetas ajudará a financiar o Programa Acesso as Montanhas, que tem como um dos seus principais objetivos garantir nosso acesso às montanhas bem como a conservação e recuperação ambiental dessas áreas (mais informações sobre o programa em www.acessoasmontanhas.org).
Comprando as camisetas do Acesso às Montanhas, você estará contribuindo duplamente para o meio ambiente: a camiseta é feita com 50% de Pet (plástico) reciclado e 50% de algodão. A fabricação é da 3 Picos, que é sinônimo de qualidade.