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2007

Bote Impossível - Em dezembro de 2006, Daniel Coçada mandou no melhor estilo 'highball' a escalada do Bote Impossível, Xa, no Grajaú. Veja esse vídeo incrível produzido pela EscaladaBR. (25.03.07)

Sacanarda, na Urca - Cleantro Portilho e Pedro Stabile abrem uma nova via esportiva móvel na Urca, (25.03.07)

II EMESC - O CUME, Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo, convida os montanhistas para o II Encontro de Montanhismo e Excursionismo de São Carlos. (30.03.07)

Júnior e Leste - Mais dois filmes de montanha são lançados pela Montanhar . (13.05.07)

Conquista - As paredes do Rio de Janeiro estão ficando pequenas para tanto apetite carioca por novas escaladas. Veja as novas vias conquistadas fora da cidade. (13.05.07)

Doping na Montanha - Entrou em vigor em janeiro de 2007 a lista de proibições da Associação Mundial Antidoping. Ela afeta diretamente o alpinismo ao proibir o uso de oxigênio engarrafado na ascensão as montanhas. (13.05.07)

Parque Lage - Três novas vias foram abertas no Parque Lage, no Jd. Botânico. (13.06.07)

Var. Complicada e Perfeitinha- Os escaladores Miguel Monteza e Jayme Prestes abriram uma variante em móvel da via C-100 na Pedra Gávea. (31.07.07)

Mostra Competitiva: última chamada - Atenção! As inscrições para 7ª Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Montanha vai até 31 de agosto! (31.07.07)

Democracia Patagônica - No príncipio desse ano de 2007 houve uma séria discussão em Chaltén, na Argentina. Alguns escaladores queriam arrancar os grampos da clássica via do Compressor no Cerro Torre. Veja o artigo escrito pelo escalador argentino Vincente Labate. (31.07.07)

Festival de boulder - No inicio do ano na Patagônia Argentina um festival de boulders reuniu montanhistas de todo mundo. Entre eles dois dos maiores escaladores da atualidade Iker Pou e Alex Huber. Veja fotos e vídeos. (03.08.07)

Sete anos de Femerj - Dia 29 de agosto a Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro, completou sete anos e faz um balanço do trabalho prestado a comunidade de montanha. (28.08.07)

Cariocando - Um dos melhores filmes de escalada feito no Brasil agora pode ser encontrado em DVD. Leia mais... (03.10.07)

Escale Melhor - O lançamento do livro ´Escale Melhor e com Mais Segurança´, de Flavio e Cintia Daflon, acontecerá no dia 18 de outubro a partir das 18 horas, durante a 7ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha (Banff), no cine Odeon, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. (04.10.07)

Cláudio Coutinho - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente comunica que a partir do dia 05 de novembro de 2007, e sempre na primeira segunda-feira de cada mês, a Pista Cláudio Coutinho, na Urca, estará fechada das 12h às 17h, para a execução de serviços de conservação e limpeza pela COMLURB com apoio da Secretaria Municipal de Governo - Supervisão Urca. (20.10.07)

Veteranos - O site Montanhas do Rio e os clubes de montanhismo do Rio de Janeiro, promovem no dia 23 de outubro o IV Encontro de Montanhistas Veteranos. (20.10.07)

Paredão Marumbi - Repetido o Paredão Marumbi, na Pedra João Antônio, na Floresta da Tijuca. Veja mais! (03.11.07)

Francesco Petrarca - Francesco Petrarca é considerado o pai do alpinismo por ter realizado uma ascensão com fins puramente pessoais, inaugurando o montanhismo que conhecemos hoje em dia. Veja seu relato, um documento histórico. (04.11.07)

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Bote Impossível, Xa, no Grajaú

 

(25.03.07)

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Sacanarda, VIIc E4.Sacanarda, na Urca

Na quinta-feira, 01 de março, Cleanto Portilho e Pedro Stabile conquistaram uma nova via no bloco do Ouriço.

Por se tratar de uma via de esportiva móvel, não possui nenhum grampo, até porque ela termina na base do boulder Mandrake.

As proteções utilizadas incluiram desde friends, hexentrics, nuts, uma fita numa "bola" de pedra e até um grappling hook.

A via não passa pela linha do boulder Five-crash. Eles a denominaram de Sacanarda (uma brincadeira com o nome do boulder Narda, onde a via termina). É um provável VIIc E4.

Clique na imagem ao lado para ampliar. (25.03.07)

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II EMESC

O C.U.M.E. convida todos os montanhistas para o II EMESC - Encontro de Montanhismo e Excursionismo de São Carlos.

O evento ocorrerá nos dias 26 e 27 de maio de 2007 e pretende reunir aproximadamente 100 participantes, entre escaladores, montanhistas e profissionais da área, provenientes da comunidade local, da universidade e de todo o interior de São Paulo.

O II EMESC tem como objetivos a difusão dos Esportes de Aventura na região, a discussão de preceitos éticos relacionados a essas atividades e a disseminação de técnicas para uma prática segura e ambientalmente responsável, em modalidades como trekking, escalada em rocha, exploração de cavernas, corridas de aventura, entre outros.

O evento contará com uma mostra de vídeos (que acontecerá no anfiteatro Florestan Fernandes da UFSCar), palestra e/ou workshops de montanhistas de renome como Eliseu Frechou , e os representantes do Brasil no campeonato mundial de Escalada esportiva: André Berezoski e Janine Cardoso (a confirmar), Carlos Zaith (fotógrafo e operador de Esportes de Aventura), Nelson Barretta, (um dos cinco alpinistas que participaram do Filme “Extremo Sul”), oficinas de técnicas verticais para iniciantes e recém iniciados no esporte (entre outras), além de uma exposição de fotografias.

Paralelamente, será realizado um festival de boulders e a inauguração oficial da 4° face (Face Vitor Negretti) de nossa parede de escalada, que se localiza na Caixa D'água da área norte da UFSCar. Contamos com a presença dos escaladores e montanhistas de todo o Brasil.

Mais informações: rodrigo@cume.org
Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo - www.cume.org
Fernando Fonseca "animal" Vice Presidente - C.U.M.E. - São Carlos SP (30.03.07)

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Júnior e Leste

Júnior, Espírito santo.Este ano duas novas produções estão a venda no site da montanhar (www.montanhar.com.br). São os filmes “Junior” e “Leste”. Além deles é possível encontrar também no site o filme “Cinquentona Gallotti”, ganhador do IV Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro e do II Festival Brasileiro de Filmes de Aventura e Turismo. Saiba mais sobre os novos lançamentos:

Júnior - Fevereiro de 2005, uma pequena e simpática montanha de nome “Júnior” é conquistada no norte do Espírito Santo pelos escaladores André Ilha, Christian Steinhauser, Kika Bradford, Priscila Botto e Yuri Berezovoy.

Impressionados com a beleza do lugar e com o grande potencial para o turismo de aventura, ecoturismo e esportes de natureza, os escaladores do filme denunciam a ação devastadora das mineradoras de granito e a utilização irresponsável dos recursos naturais da área.

Leste do Pico Maior de Friburgo, RJLeste - Conquistada em 1974 por Guilherme Ribeiro de Menezes, José Bezerra Garrido, Waldemar Guimarães e Waldinar Santos de Menezes, a via de escalada Leste, do Pico Maior de Friburgo, é hoje a mais popular do Parque Estadual dos Três Picos. Área conhecida pelos escaladores como Salinas, RJ.

Durante mais de 20 anos esta escalada de 700 metros, segunda via de acesso ao cume dos 2.316 metros do Pico Maior, foi considerada como a mais longa do Brasil e se tornou um mito.

O filme “Leste” conta a história desta via através do depoimento dos conquistadores Waldinar e José Garrido e mostra a sua repetição pelos escaladores Sergio Poyares e Pedro Werneck, com uma descida inusitada e ousada de parapente do cume da montanha.

Enquanto Poyares desce da maneira tradicional, de rapel, Werneck decola de parapente do Pico Maior, realizando a segunda decolagem deste cume e repetindo seu feito inédito para o filme. A produção contou com sete câmeras e o filme teve o apoio da Equinox. (13.05.07)

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Conquistas

Pontão Médio e Maior em Medina - MGAs paredes do Rio de Janeiro estão ficando pequenas para tanto apetite carioca por novas escaladas. Muitos escaladores tem buscado em outras cidades e estados montanhas e paredes com potencial para abertura de novas rotas. A exemplo disso, temos nesse começo de ano, no Carnaval, a conquista da via Chaminé Cachoeira (4º IV, 270 metros) na região de Nova Venécia, no Espírito Santo. Esta é apenas uma das dezenas de vias que André Ilha já abriu no estado. Nessa última conquista estava na companhia dos escaladores Yuri Berezovoy e Kika Bradford.

Na mesma região, durante a Páscoa, foram terminadas mais duas vias pelos escaladores Miguel Monteza e Flavio Daflon. A via O Chamado (5º VIIa A2, 300m) iniciada por Miguel Monteza, Kadú Spencer, Pedro ´Pow´ e Jayme Prestes, segue por um sistema de chaminés e fendas. A outra chama-se Menina da Roça(5º VI E3, 600m), iniciada por Miguel Monteza, Daniel Bonella, Adrian Giassone e Manuel Pimenta.

Já no ano passado, Flavio Leone esteve com o Xaropinho, em Medina, norte de Minas Gerais, onde conquistaram nada menos que sete novas vias, atingindo seis cumes virgens. Foram 24 dias na região e uma das vias chega a ter 700 metros.

E não se pode esquecer a conquista feita em outubro do ano passado pela cordada feminina: Cris Jorge, Ester Binsztok e Patrícia Duflles, que abriram a via Menina dos Olhos (4º V, 470m), na Pedra dos Olhos, em Vila Pavão, também no Epírito Santo.

Acima à direita Pontão Médio e Maior em Medina - MG. (13.05.07)

Daniel Bonella na via Menina da Roça, Águia Branca, ES.   Leone em uma das conquistas em Medina - MG
Daniel Bonella na via Menina da Roça, Águia Branca, ES.   Leone em uma das conquistas em Medina - MG
     
Medina - Minas Gerais   Flavio Leone, George Antunes e Xaropinho no cume, em Medina - MG
Medina - Minas Gerais   Flavio Leone, George Antunes e Xaropinho no cume, em Medina - MG
     
Leone em uma das conquistas em Medina - MG   A via O Chamado no ES
Leone em uma das conquistas em Medina - MG   A via O Chamado no ES
     
Flavio Daflon na via O Chamado - Águia Branca - ES   Ester Binsztok, Cris Jorge e Patty Duffles, conquistadoras da via Menina dos Olhos - ES
Flavio Daflon na via O Chamado - Águia Branca - ES   Ester Binsztok, Cris Jorge e Patty Duffles, conquistadoras da via Menina dos Olhos - ES
     
Yuri Berezovoy, André Ilha e Kika Bradford no cume da Pedra dos Olhos - ES   Parede da Menina da Roça - ES
Yuri Berezovoy, André Ilha e Kika Bradford no cume da Pedra dos Olhos - ES   Parede da Menina da Roça - ES
     
Kika na segunda enfiada da Chaminé Cachoeiro - ES  

Miguel Monteza na via Menina da Roça - ES

À direita Kika na segunda enfiada da Chaminé Cachoeiro - ES. Acima Miguel Monteza na via Menina da Roça - ES

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Doping na Montanha

Desde 1º de janeiro usar oxigênio engarrafado como melhora esportiva para subir um pico de oito mil metros está “proibido” e portanto a ascensão se deve considerar inválida.

Entrou em vigor a lista de proibições 2007 da Associação Mundial Anti-dopagem (World Anti-doping Agency), tal como estava previsto no artigo 4º do Código Mundial Anti-dopagem.

Este código, aprovado em 2003, foi assinado por um grande número de países e Federações, além da União Internacional das Associações de Alpinismo (UIAA). A lista de proibições 2007 afeta diretamente o alpinismo porque inclui entre seus métodos proibidos “a melhora artificial da capacitação, transporte ou transferência de oxigênio”. Proíbe também, entre outros, o uso de produtos de hemoglobina modificada, baseados em substitutos da hemoglobina ou em hemoglobina micro-encapsulada.

Segundo um estudo, a norma vigente obrigaria aos Estados que assinaram o convênio contra o doping a aplicar ao dopado as leis vigentes. E vai além ao considerar que inclusive um guia incorrerá em responsabilidade, por haver consentido a seus clientes que usem um método desportivamente proibido, caso este sofra algum dano motivado precisamente pelo uso do oxigênio.

É claro que foi criada uma grande polêmica no meio alpinístico, com discussões acaloradas entre defensores e opositores do uso do oxigênio em garrafa. O certo é que a história não deve ser modificada, mas o futuro sim. Não se deve desconsiderar Hillary como o primeiro a escalar o Everest por fazê-lo com oxigênio.

O referido estudo assinala que existe uma porta aberta ao considerar que esta medida afeta aos alpinistas que buscam o reconhecimento das autoridades desportivas ou governamentais competentes, enquanto que para os escaladores a quem se

define amadores, o uso do oxigênio não está proibido. Assim muitas pessoas teriam oportunidade de desfrutar de cumes que de outra maneira lhes seriam inalcançáveis. Mas seria uma ascensão de cunho meramente pessoal, um governo ou uma federação não poderiam validar tal escalada.

Quem defende a proibição do oxigênio alega que a partir de agora haverá uma redução dos problemas que afligem as montanhas mais populares, como o circo das expedições comerciais no Everest, por exemplo, e o lixo. Além disso proclamam que a utilização do oxigênio artificial faz a montanha menor e que o terceiro pólo, o Everest, não o merece.

O mais importante é que são fixados alguns critérios que ajudarão a limpeza da prática esportiva e da ética do montanhismo. A China é um dos países signatários do Código Anti-doping. Índia, Nepal e Paquistão receberam cada um o citado documento. Só com o tempo será possível comprovar a capacidade preventiva ou punitiva desta proibição. No momento, mais que arranhar as ascensões conseguidas com O2 durante os últimos anos, devemos exaltar as que foram feitas sem ele. São mais fáceis de contar.

Não se pode dizer que a ascensão de Hillary foi doping, simplesmente porque, não havia como há agora uma norma clara e específica. Mas é certo que desde 1978, quando Reinhold Messner e Peter Habeler chegaram ao cume do Everest sem oxigênio, mesmo sem norma já se sabia que a ética havia mudado.

A realidade é que o alpinismo é uma atividade sem juízes, sem competição, diferente de outros esportes. Haverá mentiras e mentirosos. Haverá trapaça como em toda lei. Mas agora sim, a moral tem um valioso aliado em papel e letra, em forma de código e lei.

A revista espanhola Desnível (www.desnivel.com) conclama a uma reflexão sobre o assunto: “Não parece triste que tenhamos que chegar a este ponto? Que sejam as organizações que tenham que definir e defender uma pureza que todos nós reconhecíamos? Ser alpinista é escalar montanhas ou fazê-lo com respeito e honradez?” (13.05.07)

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Parque Lage

Foram abertas três vias novas no Parque Lage, no Jardim Botânico.

Para chegar à base, deve-se subir o muro de contenção em frente ao nº 161 da Rua Benjamim Babtista e procurar trilha à direita que siga até uma moita de bambús, logo acima. Dali, continuar sempre à direita, passar por uma segunda moita de bambús e, um pouco depois, subir à esquerda por um pequeno trepa-pedras até a parede, onde se localiza a base da via CBM 2005.

Para as duas outras vias, Jana Menezes e Grande Carrô, basta seguir adiante por mais uns 50 metros por dentro de uma enorme moita de bambús, até uma passagem horizontal relativamente frágil, onde foram colocadas cordas de nylon azuis, para facilitar. A base das vias fica logo acima dessa passagem. A caminhada, desde o muro de contenção até a base da CBM 2005, demora uns cinco minutos. Daí até as outras duas vias, mais dois minutos.

Material: 6 costuras e 4 fitas. Os grampos tem olhal pequeno.

As vias:

CBM 2005, 2º III E2 - 115m - Conquistadores: Márcia D’Avila e Rafael Villaça.

Jana Menezes, 3º IIIsup E2 - 125m - Conquistadores: Carlos Carrozzino, Jana Menezes, Márcia D’Avila, Rafael Villaça e Sérgio “Garfield” Soares.

Grande Carrô, 3º IV E2 - 135m - Conquistadores: Carlos Carrozzino, Jana Menezes, Márcia D’Avila, Rafael Villaça e Sérgio “Garfield” Soares.

Veja os croquis aqui. (13.06.07)

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Pedra da GáveaVar. Complicada e Perfeitinha

Para quem gosta de proteção móvel, Jayme e Miguel Monteza abriram no sábado, dia 14 de julho, uma via muito interessante.

Ela tem três esticões para corda de 50 metros, grampos pra rapelar a cada 25 ou menos, e muitas proteções móveis.

Começa na P4 da C100, e ao final, dá opção de chegar ao C100 de novo (lá pela P9).

Nomeada de Complicada e Perfeitinha, é uma variante que provavelmente não passa de 4º V, mas é preciso mais repetições para confirmar a graduação. São necessários Camalots pequenos e médios, nuts talvez. O croqui vale a pena levar, já que de cada grampo não se vê o próximo.

Veja o Croqui! Mais informações sobre vias e trilhas na região da Pedra da Gávea você encontra no livro "Guia de Escaladas e Trilhas da Floresta da Tijuca." Boas escaladas! (31.07.07)

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Mostra Competitiva - Última Chamada

7a Mostra Internacional de Filmes de Montanha Rio de Janeiro - 17 a 21 de outubro de 2007 - Cine Odeon BR. As inscrições para a 7ª Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Montanha vão até 31 de AGOSTO de 2007. Podem se inscrever vídeos de curta (até 15 minutos) e média-metragem (de 16 a 50 minutos) brasileiros. Serão aceitos documentários, vídeos de ação ou animação, ligados aos esportes, cultura e natureza de montanha. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do site oficial www.filmesdemontanha.com.br, onde está disponível o regulamento e a ficha de inscrição. (31.07.07)

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Democracia Patagônica

Por Vicente Labate

Cerro Torre, Patagônia Argentina.No dia 14 de fevereiro deste ano, depois de um audiovisual dos irmãos Pou, celebrou-se uma Assembléia no Centro de Visitantes do Parque Nacional Los Glaciares, Seção Lago Viedma, mais conhecida como El Chaltén, onde estiveram presentes escaladores e escaladoras de diferentes nacionalidades, entre elas: Venezuela, Brasil, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, Espanha, México, Chile e Argentina, além do presidente e secretário do Clube andino local e o chefe dos guarda-parques da seção.

O objetivo da reunião era discutir a possível extração dos grampos de expansão colocados por Cesare Maestri na aresta sudeste do Cerro Torre durante sua expedição de 1970, conhecida como “Via do Compressor”. A mais criticada e a mais escalada da montanha. (Leia por aí sua longa história).

A reunião foi proposta pelo guarda-parque Carlos Dupress, assim que um escalador argentino fez uma chamada a esta instituição, onde denunciava uma cordada dos USA formada por Josh Wharton y Zach Martin, que haviam chegado ao parque com intenções de subir a montanha pela aresta sudeste sem utilizar os mencionados grampos e, se conseguissem o objetivo, descer pela via do Compressor e “limpá-la” mediante um objeto denominado por eles mesmos como “especial para a tarefa”.

Ao terminar o audiovisual as pessoas começaram a retirar-se. Parecia que muitos não sabiam o que iria acontecer. Me aproximei de Dupress e perguntei sobre a reunião, pois esperava que um deles atuasse como moderador, mas Carlos disse que eles não iam fazer nada a respeito, que simplesmente haviam proposto e ofereciam o lugar físico para levar a cabo a reunião. Disse ainda que como não “entendiam” nada sobre escalada, acatariam (no momento e até que se pusessem em ação) o que se decidisse na dita assembléia. Apesar de que por enquanto seja praticamente impossível que um guarda-parque suba até o “head wall” para regular a atividade (e esperamos que para nossa independência isso nunca aconteça!), devemos lembrar que a montanha se encontra dentro das imediações de um Parque Nacional que foi criado para manter a diversidade biológica, e o patrimônio natural e CULTURAL da Argentina.

Se propôs a exposição de idéias a favor e contra a extração dos grampos e a votação a favor ou contra os argumentos apresentados em busca de um sentido comum a comunidade escaladora internacional – como ator principal implicado no problema -, ao Parque Nacional, a comunidade local (o Cerro Torre como objetivo turístico, etc.) e a montanha (com todas as místicas subjetivas aos aspirantes a pisar seu cume, se pisar não for denegri-lo).

O pessoal do Parque Nacional manteve sua postura de não votar, a população local nem idéia tem do que é um grampo, assim, é óbvio que não tinha nenhum representante e nós “Mahomas”, vamos a montanha. Já que a ela não esteve presente, a votação foi feita somente por escaladores.

Se considerarmos os participantes da assembléia como a mostra de um determinado universo, podemos tomá-la como representativa, já que foi durante um dia da alta estação, quando havia a maior quantidade de escaladores no vale. Havia escaladores de todas as partes e de todos os níveis, como em qualquer temporada.

Durante uma assembléia se pretende a exposição de idéias sem emitir nenhuma juízo preconcebido com respeito ao pensamento dos outros, aceitando a pluralidade de idéias, para através do voto aberto, chegar a um acordo de maneira mais democrática possível. A voz de todos os interessados tem valor, assim como teve valor quando se juntaram empresas para que o Pilar Norte do FitzRoy não fosse comprado por um grupo econômico, ou quando se conseguiu que Parques Nacionais não cobrassem “permisso” (permissão para escalar) dos escaladores.

Vale destacar a participação de alguns escaladores de renome, como por exemplo Alex Huber e esclarecer que ser famoso não faz seu voto mais importante, mas somente mais famoso. Não faz falta ser um escalador de elite para compreender o impacto que os grampos de expansão tiveram e tem na montanha e na escalada.

Também é pertinente mencionar que alguns escaladores Argentinos e Latino-americanos, não estavam em absoluto de acordo que tenhamos permitido aos estrangeiros votar, principalmente os provenientes de alguns países da Europa e América do Norte (Alemanha e USA, entre outros). Mas como a história do alpinismo na Patagônia foi escrita por todos (com vias, tentativas, com cabanas, com assembléias...) nós não cometemos o mesmo erro que Maestri e deixamos que o voto de todos desse uma resposta.

Devolver ao Torre seu lado selvagem
A montanha já não é selvagem, (óbvio que não nos referimos aqui a sua meterologia caprichosa) começou a deixar de sê-lo quando o primeiro humano ocidental lhe pôs o nome e lhe impôs um valor. E deixou completamente de sê-lo no momento em que se inaugurou o povoado de El Chaltén no ano de 1985. Não deixou de ser uma montanha selvagem porque tem mais ou menos grampos, mas sim porque tem um povoado com todos os serviços a algumas horas a pé, como os supermercados, a Internet por satélite e já quase totalmente conectada pelo asfalto com a “Las Vegas da Patagônia” (Calafate , com aeroporto e cassino).

Não só os serviços hão tirado seu lado selvagem... Fica alguma dúvida de que quanto mais acessíveis são os cumes da região, desde que se é possível uma previsão mais ou menos acertada do clima, por meio do telefone e/ou páginas meteorológicas da Web?

Sentido comum:
No mundo convivem um sem fim de interesses, muitas vezes contraditórios e essa diversidade é cultura, idioma, comidas, construções, etc. Aceitar estas diversidades é aceitar-nos.

Se faz então imprescindível a busca de um sentido comum, para não sobrepor-se aos direitos dos outros. Sabemos que longe está nossa sociedade globalizada de consegui-lo. Porque não fazê-lo nós mesmos, entre escaladores, que é um universo mais limitado?

A exposição de idéias foi feita de maneira aberta. A conversa foi em espanhol, mas havia um par de tradutores sempre que necessário. Todos demos, espontaneamente, tempo e lugar para que cada presente expusesse seu ponto de vista se assim o desejava. Quando a exposição de idéias pareceu acabada, se levantaram as mãos para votar.

Resultado:
A a contagem foi a olho. Não se disse nenhuma palavra depois que o segundo grupo levantou as mãos. De talvez 40 pessoas presentes aproximadamente 30 votaram que os grampos ficassem.

Conclusão:
Em minha opinião, este verão nos deu a oportunidade de poder esclarecer em conjunto:

- Não às escaladas de grampos em nenhuma montanha de agora em diante;

- Sim a busca de soluções em comum (sem referência as simples);

- Não a prepotência de idéias e ações por parte dos atores implicados;

- Aceitar a história como parte de nossa cultura. (31.07.07)

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Festival de Boulders Chaltén 2007

Iker Pou.No início de 2007, Chaltén, pequena cidade argentina próxima ao Parque Nacional Los Glaciares, sediou um Festival de Boulders em rocha. Na verdade não tratou-se de uma competição, mas sim de uma confraternização. Os escaladores receberam cédulas de papel onde podiam anotar os boulders que completavam durante o evento. À noite, na festa de comemoração, ao lado de uma grande fogueira, os que haviam se destacado e feito mais boulders ganharam uma premiação simbólica, com brindes dos apoiadores da festa.

O evento contou com a presença de escaladores de ponta como o espanhol Iker Pou e o alemão Alex Huber (veja abaixo, ele num vídeo em Yosemite). Os dois foram uma atração a parte no festival, afinal não é todo dia que se vê dois dos melhores escaladores do mundo em ação. Pou, principalmente, deslumbrou o público pela facilidade e beleza com que escalava.

 

Veja mais fotos na Galeria de fotos da Companhia da Escalada e um vídeo do evento na Galeria de Filmes da Companhia da Escalada. (03.08.07)

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FEMERJ - 7 anos

FEMERJSete anos de FEMERJ... é pouco e é muito tempo.

Quando fundamos a federação não sabíamos exatamente qual seria nosso papel. Todas as federações, dos outros esportes, cuidam somente de competições, mas nós sentíamos que teríamos um papel muito além desse.

Os anos foram passando, os problemas surgindo e aparentemente encontramos uma boa fórmula para resolvê-los, que seria envolvendo a comunidade montanhista. As reuniões são abertas a todos os interessados. Os assuntos são tratados na lista da internet, onde atualmente temos quase 800 pessoas e temos reuniões periódicas que são abertas a todos os interessados.

Nossa proposta não é decidir e informar a decisão aos montanhistas, mas sim envolver todos os montanhistas nas decisões. Entendemos que quem decide é a comunidade; a FEMERJ oficializa a decisão. Desta forma, as decisões da FEMERJ tiveram uma grande aceitação por parte de todos.

Além das questões internas, tivemos também que trabalhar fortemente para representar o montanhismo junto à sociedade, mostrando que nossa atividade é muito bem organizada e auto-regulamentada pelos últimos (quase) 100 anos.

Sugiram deputados querendo fazer leis onde seria obrigatório usar luvas para escalar; dentro do Ibama apareceu a idéia do “guia” obrigatório para entrar nos parques; organizamos em conjunto com o PARNASO o I Encontro dos Parques de Montanha, onde foi possível apresentar ao Ibama e ao Ministério do Meio Ambiente o nível da nossa organização e, felizmente, eles ficaram muito bem impressionados. Hoje em dia o Ibama já sabe que os assuntos ligados ao Montanhismo deverão ser tratados junto às respectivas associações.

Estas são algumas das realizações da nossa Federação. Mas, tem muito mais e vou citar a seguir outras:

visando garantir nosso espaço nos parques (onde é praticada a grande maioria das escaladas e caminhadas), entramos para os Conselhos Consultivos e/ou Câmaras Técnicas do PARNASO, PNT, PNI, Parque Estadual dos Três Picos, Parque Estadual da Pedra Branca e Parque Estadual do Grajaú. Outros mais estão por vir;

trabalhamos para garantir o acesso às montanhas, criando inclusive o Programa Acesso às Montanhas, que visa a captação de recursos junto a empresas e pessoas físicas para projetos que desenvolvam as atividades de montanha no Rio de Janeiro; temos realizado ininterruptamente a manutenção das vias de escalada;

criamos a certificação para o cursos básicos de montanhismo; recuperamos as trilhas da Urca;

criamos o GT (Grupos de Trabalho) Filmes de Montanhas, o GT Catálogos de Livros de Montanha, o GT Inox;

realizamos o Seminário de Mínimo Impacto em Paredes para Urca (Pão de Açúcar, Morro da Urca, Morro da Babilônia e adjacências); realizamos, em parceria com a Federações de São Paulo e Paraná e o MMA, a 1ª Oficina de Escalada em Unidade de Conservação (2003), que reuniu no Rio de Janeiro, escaladores e representantes de órgãos governamentais responsáveis pela gestão de UC´s de oito estados;

realizamos a 2ª Oficina de Escalada em Unidade de Conservação (2004), durante o IV Congresso Brasileiro de UC em Curitiba;

realizamos o Seminário de Montanha para Região de Três Picos, em Nova Friburgo (2005); organizamos dois Cursos de capacitação de Condutores e dois Curso de Manejo e Recuperação de Trilhas no PARNASO, onde também fizemos um trabalho de Levantamento e Diagnóstico de trilhas do PARNASO; etc..., etc ..., etc ...

Conseguimos isso graças ao empenho de pessoas que se dedicam para que todos nós possamos continuar praticando o montanhismo como queremos. Por isso, afirmamos que a sua participação é fundamental para que o montanhismo seja do jeito que você quer.

Bernardo Collares
Presidente da FEMERJ
www.femerj.org

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Encontro de Veteranos

Pelo quarto ano consecutivo será realizado o Encontro de confraternização de montanhistas veteranos de todos os Clubes de montanhismo do Rio de Janeiro.

O objetivo da iniciativa é reunir e homenagear os queridos e tão admirados veteranos, proporcionando a integração entre as gerações de montanhistas, resgatando o passado e mantendo viva a história do Montanhismo Brasileiro.

A iniciativa tem o apoio do site Montanhas do Rio, do Centro Excursionista Brasileiro (CEB), do Centro Excursionista Rio de Janeiro (CERJ) e do Centro Excursionista Guanabara (CEG).

A data (23 de outubro – terça-feira) foi escolhida de forma a não coincidir com as reuniões semanais dos Clubes, facilitando assim o comparecimento de todos que desejarem homenagear, desfrutar da companhia dessas pessoas tão especiais e ouvir as histórias inacreditáveis se levarmos em conta os recursos e materiais que dispunham na época. Verdadeiros Heróis!!!

Local: Centro Excursionista Brasileiro - Av. Almirante Barroso nº 2, 8º andar, Centro – próximo à estação do Metrô Carioca. Horário: 17 horas. Todos estão convidados! (20.10.07)

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Paredão Marumbi

Paredão Marumbi.Uma escalada alpina, só que ao invés de rocha e gelo, rocha e mato, uma típica escalada alpina brasileira! Assim é o Paredão Marumbi, uma via fantástica com todos os ingredientes de uma grande aventura: fissuras, chaminés, fendas de meio-corpo, vara-mato, lances longos, paradas em árvore, marimbondos, diedros, zig-zags e praticamente nenhuma informação.

Aliás as poucas informações davam conta de que não haviam repetições a mais de uma ou duas décadas e que quem tentou desceu picado por marimbondos, ou ainda, que os grampos estariam podres. Mas isso não impediu que repetíssemos o Paredão Marumbi neste 1º de novembro.

Para quem curte escalada de aventura é um prato cheio. O Marcos que já havia tentado a via antes limpou alguns trechos e agora limpamos o resto.

A grande maioria dos grampos está em boas condições. Alguns estão um pouco enferrujados, mas nada muito sério, mesmo porque é possível ignorar muitos dos grampos utilizando móveis. Podem ser levados os Camalots 1, 2, 3 e 4, apesar de não ser obrigatório, ajuda.

O único problema agora pode ser a água. Fomos num período muito seco, agora no verão alguns trechos podem vir a ficar molhados devido a vegetação próxima.

Atenção no lance dos marimbondos, eles podem voltar, escale de olho nas fendas. São pelo menos cinco enfiadas cheias. O grau sugerido (aguarda-se novas repetições e sugestões) é de 5º V E3 D2.

O Paredão Marumbi foi conquistado em 1951 pelos membros do CEB, Alfredo Maciel, Carlos Costa, Hélio Barroso e José Gomes.

 
     
 
     
 
     
 
     
 
     
 

Texto e fotos: Flavio Daflon e Marcos Silva. (03.11.07)

Veja o croqui aqui.

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Francesco Petrarca

A excursão ao Mount Ventoux, na Provenza francesa, foi considerada pelos historiadores do montanhismo com a primeira ascensão documentada a uma montanha com fins puramente pessoais, longe de um desejo de conquista ou exploração. Petrarca descreveu com tanta riqueza de detalhes a beleza e os mistérios de sua jornada, que acabou sendo chamado de Pai do Alpinismo.
Abaixo colocamos o texto traduzido para o espanhol retirado do site Muntanya.net que reproduz uma carta de Francesco Petrarca a Dionisio.

A DIONISIO DA BURGO SAN SEPOLCRO, DE LA ORDEN DE SAN AGUSTÍN Y PROFESOR DE SAGRADAS ESCRITURAS, ACERCA DE CIERTAS PREOCUPACIONES PROPIAS
(FAM. IV, 1)

Francesco Petrarca.Impulsado únicamente por el deseo de contemplar un lugar célebre por su altitud, hoy he escalado el monte más alto de esta región, que no sin motivo llaman Ventoso. Hace muchos años que estaba en mi ánimo emprender esta ascensión; de hecho, por ese destino que gobierna la vida de los hombres, he vivido – como ya sabes – en este lugar desde mi infancia y ese monte, visible desde cualquier sitio, ha estado casi siempre ante mis ojos. El impulso de hacer finalmente lo que cada día me proponía se apoderó de mí, sobre todo, después de releer, hace unos días, la historia romana de Tito Livio, cuando por casualidad di con aquel pasaje en el que Filipo, rey de Macedonia, – aquel que hizo la guerra contra Roma –, asciende al Hemo, una montaña de Tesalia desde cuya cima pensaba que podrían verse, según era fama, dos mares, el Adriático y el Mar Negro. No tengo certeza de si ello es cierto o falso, ya que el monte está lejos de nuestra ciudad y la discordancia entre los autores hace poner en duda el dato. Por citar sólo a algunos, el cosmógrafo Pomponio Mela refiere el hecho tal cual, dándolo por cierto; Tito Livio opina que es falso; en cuanto a mí, si pudiera tener experiencia directa de aquel monte con tan tanta facilidad como la he tenido de éste, despejaría rápidamente la duda. Pero dejando de lado aquel monte, volveré al nuestro.

Me pareció que podía excusarse en un joven ciudadano particular lo que era apropiado para un rey anciano. Sin embargo, al pensar en un compañero de viaje, ninguno de mis amigos – por increíble que sea decirlo – me parecía adecuado en todos los aspectos, hasta tal punto es rara, incluso entre personas que se estiman, la perfecta sintonía de voluntades y carácter. Uno resultaba demasiado tardo, otro demasiado precavido; éste demasiado cauto, aquel impulsivo en exceso; éste demasiado lóbrego, aquel demasiado jovial; en fin, uno era más torpe y otro más prudente de lo que hubiera querido. Me espantaba el silencio de éste, de aquél su impúdica locuacidad; el peso y el tamaño de uno, la delgadez y debilidad del otro. Me echaba para atrás, de éste, la fría indiferencia: de aquél, la frenética actividad. Defectos que, aunque graves, pueden tolerarse en casa –pues todo lo soporta el afecto y la amistad ninguna carga rechaza–, mas estas mismas faltas en un viaje se hacen insuportables. Así, mi exigente espíritu, que deseaba disfrutar de un honesto deleite, sopesaba desde todos los ángulos cada una de ellas sin detrimento de la amistad, rechazando en silencio cualquier cosa que previera que iba a suponer una molestia para el viaje que me proponía. ¿Qué opinas? Finalmente busqué ayuda en casa, y revelé mi intención a mi único hermano, menor que yo y al que tú conoces bien. Nadie pudo haberlo escuchado con mayor alegría, feliz de ser para mí al mismo tiempo un amigo y un hermano.

Francesco Petrarca.El día establecido partimos de casa, llegando al atardecer a Malaucène, un lugar en la falda de la montaña, en la ladera septentrional. Allí nos demoramos un dá y, finalmente, al día siguiente, acompañado cada uno de sus criados, ascendimos la montaña no sin mucha dificultad, pues se trata de una mole empinada, rocosa y casi inacesible. Pero como dijo el poeta: “el trabajo ímprobo todo lo vence”. Lo prolongado del día, la suavidad del aire, la fortaleza de nuestra determinación, el vigor y la agilidad corporales y el resto de las circunstancias favorecían a los caminantes; sólo la naturaleza del lugar suponía un obstáculo. En una loma de la montaña nos topamos con un anciano pastor que trató de disuadirnos por todos los medios y con abundantes razones de que continuáramos el ascenso, relatándonos como cincuenta años antes, empujado del mismo ardor juvenil, había ascendido hasta la cumbre, sin que ello le reportara sino arrepentimiento y fatiga, el cuerpo y las ropas desgarrados por las rocas y los matorrales; tampoco sabía de nadie que antes o después de aquella vez hubiera osado hacer otro tanto. Mientras nos contaba estas cosas a voz en cuello, en nosotros – como ocurre en los jóvenes, que no creen en quienes les aconsejan – crecía el deseo, como resultado de la prohibición. Entonces el anciano, advirtiendo que ninguno le atendía, avanzó un corto trayecto entre las rocas y nos señaló con el dedo un estrecho y escarpado sendero sin dejar de darnos numerosos consejos, que todavía repetía cuando ya la habíamos dado la espalda y nos alejábamos. Abandonados con él las escasas ropas y objetos que podrían suponer un impedimento en nuestra marcha, nos dispusimos a acometer solos la escalada, ascendiendo con paso vivo. Pero como suele suceder, al esfuerzo inicial le siguió velozmente la fatiga, por lo que nos paramos en un risco, no muy lejos de allí. Desde este punto retomamos el camino y seguimos avanzando, pero más lentamente; yo, en particular, marchaba con un paso más mesurado por un sendero del monte. Mientras mi hermano se dirigía hacia las alturas por cierto atajo que atravesaba la cima misma de la montaña, yo, más flojo, descendía por el flanco más bajo y cuando me llamaba, indicándome el camino más recto, le respondía que esperaba que el acceso a la otra ladera fuera más fàcil y que no me asustaba que la senda fuera más larga si permitía proseguir más llanamente. Pretendía así excusar mi pereza, pues cuando los demás ya habían alcanzado la cumbre, yo erraba por los valles sin que se abriera ante mi una vía de acceso más fácil; por el contrario, el camino se alargaba y el esfuerzo inútil se hacía más pesado. Mientras tanto, agotado ya de cansancio e inquieto por las confusas revueltas del camino, decidí intentar atacar directamente la cumbre. Cuando exhausto e impaciente me reuní con mi industrioso hermano, el cual se había restablecido tumbándose un largo rato, ascendimos juntos durante un trecho. Apenas habíamos dejado aquella colina, y he aquí que habiendo olvidado el tortuoso recorrido anterior, me precipité de nuevo sendero abajo, vagando otra vez por el valle en busca de caminos largos y fáciles, aunque acabé dando con un camino largo y difícil. Posponía, claro está, el esfuerzo de la ascensión, pero la naturaleza no se doblega al ingenio humano, ni es posible que alguien corpóreo alcance las alturas descendiendo ¿Para qué decir más? No sin risas de mi hermano y enojo mío, eso me sucedió tres veces más en el transcurso de unas pocas horas. Engañado así varias veces, me senté en uno de los valles. Allí, pasando en un vuelo mental de las cosas corpóreas a las incorpóreas, me decía a mí mismo éstas o similares palabras: “Has de saber que lo que has experimentado hoy en varias ocasiones en el ascenso de este monte es lo que te sucede a ti y a muchos cuando os acercáis a la vida beata; pero no es tan fácil que los hombres se perciban de ello, pues los movimientos del cuerpo son visibles, mas los del espíritu permanecen invisibles y ocultos. En verdad, la vida que llamamos beata está situada en un lugar excelso y, como dicen, es angosta la vida la vía que conduce hasta ella. Asimismo, se interponen muchas colinas y es necesario avanzar de virtud en virtud, por preclaros peldaños. En la cima se halla el final de todo y el término del camino al que nuestra peregrinación se orienta. Allí desean llegar todos, pero como dice Nasón: “Querer es poca cosa; necesario es desear ardientemente algo para conseguirlo”. Tu, ciertamente, – a menos que también te engañes en esto, como en muchas otras cosas –, no solamente lo quieres, sino que también lo ansías. Entonces ¿qué te retiene? Nada, evidentemente, excepto la senda que atraviesa los bajos deseos terrenales y que a primera vista parece más llana y libre de obstáculos. Sin embargo, cuando hayas vagado durante largo tiempo, habrás de ascender hacia la cima de la vida beata bajo el peso de un esfuerzo pospuesto de manera inoportuna o te deslizarás indolente en el valle de tus pecados. Y si allí te hallaran –me horrorizo de tal presentimiento– las tinieblas y las sombras de la muerte, sufrirías la noche eterna en perpetuos tormentos”. No sabría explicar cuánto ánimo y vigor me infundió este pensamiento para afrontar lo que me restaba de camino. ¡Y ojalá que pueda completar con el espíritu aquel viaje por el que día y noche suspiro de la misma manera que, superadas finalmente las dificultades, hoy llevé a término el viaje a pie! Y no se si será mucho más fácil lo que pueda ser realizado por el propio espíritu, activo e inmortal, sin movimiento espacial alguno en un abrir y cerrar de ojos, que lo que ha de llevarse a cabo a lo largo de un periodo de tiempo con el concurso del cuerpo moribundo y caduco y sometido a la pesada impedimenta de sus miembros.

Hay un pico más alto que todos los demás, al que los montañeses llaman “Hijuelo”; por qué, lo ignoro a menos que sea –supongo– para decirlo a modo de antífrasis, como sucede en otros casos, pues más bien parece el padre de todos los montes vecinos. En su cima hay una pequeña planicie; allí, finalmente, exhaustos, nos paramos a descansar. Y puesto que has alcanzado las cuitas que se alzaron en mi pecho mientras ascendía, escucha, padre, las restantes; te lo ruego, dedica una sola de tus horas a leer lo que me sucedió en un día.

Primeramente, alterado por cierta insólita ligereza del aire y por el escenario sin límites, permanecí como privado de sentido. Miré en torno de mí: las nubes estaban bajo mis pies y ya me parecían menos increíbles el Atos y el Olimpo mientras observaba desde una montaña de menor fama lo que había leído y escuchado acerca de ellos. Después dirigí mi mirada hacia las regiones de Italia, a donde se inclina más mi ánimo; los Alpes mismos, helados y cubiertos de nieve, a través de los cuales aquel fiero enemigo del nombre de Roma pasó, resquebrajando la roca con vinagre, si hemos de creer la leyenda, parecían estar cerca de mí, cuando, sin embargo, distaban un gran trecho de donde yo me encontraba. Suspiré, lo confieso, en dirección al cielo de Italia, visible más bien al ánimo que a los ojos, y me invadió un deseo desmesurado de volver a ver a los amigos y la patria, tal que en ese momento, no obstante, me avergoncé de la debilidad aún no viril del sentimiento hacia ambos, a pesar de que no me faltaba excusa para uno y otro, sostenido con el apoyo de importantes testimonios.

Ocupó entonces mi mente un nuevo pensamiento, que me transportó de aquellos lugares hasta estos tiempos. Así pues, me decía a mí mismo: “Hoy hace diez años que, abandonados los estudios juveniles, marchaste de Bolonia ¡Oh dioses inmortales!, ¡oh sabiduría inmutable!, ¡cuántas y cuán considerables transformaciones he visto en tu modo de vida durante este espacio de tiempo! Omitiré innumerables de ellas, pues aún no me encuentro en puerto, donde pueda recordar a salvo las tempestades pasadas. Llegará quizás el día en que enumeraré todos los hechos en el orden en que sucedieron, con aquellas palabras de tu Agustín a modo de prólogo: “Quiero recordar mis inmundicias pasadas y la corrupción carnal de mi espíritu, no porque las ame, sino para amarte a ti, Dios mío”. En cuanto a mí, ciertamente, todavía me quedan muchos asuntos ambiguos y penosos. Lo que solía amar, ya no lo amo; miento, lo amo pero menos. He aquí que he vuelto a mentir: lo amo, pero más vergonzosamente, con mayor tristeza; finalmente ya he dicho la verdad. Pues así como es: amo, mas lo que querría no amar, lo que desearía odiar; no obstante, amo, pero contra mi voluntad, forzado, coaccionado, con pesar y deplorándolo. Y reconozco en mí el sentido de aquel famosísimo verso: “Odiaré, si puedo; si no, amaré a mi pesar”. No han transcurrido aún tres años desde que aquella voluntad disoluta y perversa, que me dominaba del todo y reinaba en el castillo de mi corazón sin que nadie se lo opusiera, comenzó a verse reemplazada por otra, rebelde y reluctante. Entre ambas se ha entablado desde entonces una lucha agotadora, que tiene como campo de batalla mi mente, por el domino del hombre dividido que hay en mí”.

Así meditaba acerca de los últimos diez años. Entonces comencé a proyectar mis cuitas hacia el futuro, preguntándome a mí mismo: “Si te tocara en suerte prolongar esta vida efímera otros dos lustros y en ese tiempo te aproximaras a la virtud proporcionalmente a cuanto lo has hecho durante estos dos años gracias al combate que tu reciente voluntad sostiene contra la antigua, alejado de tu porfía primitiva, ¿no podrías entonces acudir al encuentro de la muerte a los cuarenta años, aunque falto de certeza, al menos lleno de esperanza, renunciando con ánimo sereno al resto de una vida que se desvanece en la vejez?”. Estos y otros pensamientos parecidos daban vueltas en mi pecho, padre. De mis progresos me alegraba y de mis imperfecciones me lamentaba, así como de la común inestabilidad de las acciones humanas. Perecía haber olvidado de algún modo en qué lugar me encontraba y por qué razón había acudido allí, hasta que, dejadas a un lado mis cuitas, que eran más apropiadas para otro lugar, miré en torno mío y vi aquello que había venido a ver; cuando se me advirtió, y fue como si se me sacara de un sueño, que se acercaba la hora de partir, pues el sol se estaba poniendo ya y la sombra de la montaña se alargaba, me volví para mirar hacia occidente. La frontera entre la Galia e Hispania, los Pirineos, no podía divisarse desde allí, no porque se interponga algún obstáculo, que yo sepa, sino por la sola debilidad de la vista humana; en cambio se veían con toda claridad las montañas de la provincia de Lyon a la derecha, y a la izquierda el mar que baña Marsella y Aigües-Mortes, distante algunos días de camino; el Ródano mismo estaba bajo mis ojos. Mientras contemplaba estas cosas en detalle y me deleitaba en los aspectos terrenales u momento, para en el siguiente elevar, a ejemplo del cuerpo, mi espíritu a regiones superiores, se me ocurrió consultar el libro de las Confesiones de Agustín, un presente fruto de tu bondad, que guardo conmigo en recuerdo de su autor y de quien me lo regaló y que tengo siempre a mano; una obra que cabe en una mano, de reducido volumen, mas de infinita dulzura. Lo abro para leer cualquier cosa que salga al paso ¿pues, qué otra cosa, sino algo pío y devoto podría encontrar en él? Por azar, el volumen se abre por el libro décimo. Mi hermano, que permanecía expectante para escuchar a Agustín por mi boca era todo oídos. Dios sea testigo y mi propio hermano que allí estaba presente, que en lo primero donde se detuvieron mis ojos estaba escrito: “Y fueron los hombres a admirar las cumbres de las montañas y el flujo enorme de los mares y los anchos cauces de los ríos y la inmensidad del océano y la órbita de las estrellas y olvidaron mirarse a sí mismos”. Me quedé estupefacto, lo confieso, y rogando a mi hermano, que deseaba que siguiera leyendo, que no me molestara, cerré el libro, enfadado conmigo mismo, porque incluso entonces había estado admirando las cosas terrenales, yo que ya para entonces debía haber aprendido de los propios filósofos paganos que no hay ninguna cosa que sea admirable fuera del espíritu, ante cuya grandeza nada es grande.

Entonces, contento, habiendo contemplado bastante la montaña, volví hacia mi mismo los ojos interiores, y a partir de ese momento nadie me oyó hablar hasta que llegamos al pie; aquella frase me tenía suficientemente ocupado en silencio. Y no podía persuadirme de que había dado con ella por azar; al contrario, pensaba que lo que allí había leído había sido escrito para mí y para ningún otro, recordando como antaño Agustín había supesto lo mismo sobre sí cuando, mientras leía el libro de los Apóstoles, según él mismo relata, lo primero que había venido a sus ojos fue el siguiente pasaje: “No en banquetes ni en francachelas, no en lechos ni en actos indecentes, no en los enfrentamientos ni en la rivalidad, mas sumérgete en el señor Jesucristo, y no alimentes la carne en tu concupiscencia”. Lo mismo le había ocurrido previamente a Antonio, cuando escuchó el lugar del Evangelio que dice: “Si quieres ser perfecto, ve y vende cuanto tienes y dáselo a los pobres. Después ven y sígueme y alcanzarás un tesoro en el cielo” y como si esas palabras de la Escritura hubieran sido leídas para él en particular, ganó para sí el reino celestial, según cuenta su biógrafo Atanasio. Del mismo modo que Antonio, que cuando escuchó esto, ya no se propuso otra cosa, y al igual que Agustín, que habiendo leído aquello, a partir de entonces no siguió más allá, así yo tabién encontré en el breve pasaje citado la razón y el límite de toda mi lectura, meditando en silencio cuán faltos de juicio están los hombres, pues descuidan la parte más noble de sí mismos, se dispersan en múltiples cosas y se pierden en vanas especulaciones, de modo que lo que podrían hallar en su interior lo buscan fuera de sí. Admiro la nobleza del alma, salvo cuando se desvía por propia voluntad, alejándose de sus orígenes, y torna en su desdoro lo que Dios le ha conferido para su honra. ¿Cuántas veces aquel día, mientras volvíamos, piensas que me giré para contemplar la cumbre de la montaña? Me pareció entonces que apenas tenía un codo de altitud en comparación con la altura del alma humana cuando no se sumerge en el fango de la inmundicia terrenal. Este otro pensamiento se me ocurría también a cada paso: “Si no he escatimado tal sudor y esfuerzo para que mi cuerpo estuviera más cerca del cielo, ¿qué cruz, qué prisión, qué suplicio debería espantar al alma cuando está acercándose a Dios, inflamada y a punto de conquistar la cima de la gloria y el destino humano?”. Asímismo, me venía a la mente este otro: “¿Cuántos habrá que no se aparten de este sendero ya por temor a las dificultades, ya por el deseo de comodidades?” ¡Oh, hombre feliz en exceso! Si es que alguna vez ha existido, creo que es acerca de él sobre quien opina el poeta:

¡Feliz quien pudo conocer la razón de las cosas y a todos los temores y al inexhorable hado
sometió bajo sus pies, así como el estrépito del avaro Aqueronte!

¡Oh con cuánto empeño debemos esforzarnos, no en alcanzar un lugar más elevado en la tierra, sino en domeñar nuestros apetitos, incitados por impulsos terrenales!

Entre estos movimientos oscilantes de mi pecho, sin que sintiera lo pedragoso del camino, torné a aquél rústico hostal del que había partido antes del amanecer en lo profundo de la noche; la luna llena se ofrecía a modo de grata bienvenida a los caminantes. Así pues, entretanto, mientras los criados se afanaban en preparar la cena, me marché yo solo a un rincón de la casa, con el fin de escribirte deprisa y a deshora esta carta, para evitar que, si la aplazaba, con el cambio de lugar se transformaran quizá también los sentimientos, apagándose mi deseo de escribirte. Así, ve, mi querido padre, cómo no quiero ocultar a tus ojos nada en mí, pues desvelo escrupulosamente no sólo mi vida entera, sino también cada uno de mis pensamientos; reza, te lo ruego, por ellos, para que errabundos e inestables como han sido durante un largo tiempo, encuentren alguna vez reposo y, habiendo oscilado inútilmente de aquí para allá, se dirijan al único bien, verdadero, cierto e inmutable. Vale.

Malaucène, 26 de abril

La epístola, compuesta en 1353, aunque fechada en 1336, pertenece a la colección de los Rerum familiarum libri, IV, 1, cuyo texto fue fijado en Le familiari, según la edición debida a V. Rossi y U. Bosco, Florencia, 1933-1942, vol. I, pp. 153-161 y que he confrontado con la más reciente edición bilingüe de Ugo Dotti, Urbino, 1974. Ambas toman como base la edición de las Opera, Basilea, 1581.

Ed. Península: Manifiestos del Humanismo. Col. Nexos, Barcelona 2000. Pp. 25-35. Traducción de María Morrás. (04.11.07)

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