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Introdução
Modificações da 3ª EdiçãoNesta publicação estão citadas mais de 270 vias e variantes de escalada, e mais de 150 boulders, distribuídos no Morro da Babilônia, Morro da Urca, Pão de Açúcar, Parede dos Ácidos, Pedra do Urubu e arredores. Estes formam a área de escalada em rocha da Urca, bairro situado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
Nosso objetivo é que qualquer escalador, mesmo aquele que nunca esteve no local, consiga localizar as vias expostas neste guia e, através da representação gráfica e da descrição, possa conhecer o equipamento necessário para escalá-las e as dificuldades que irá encontrar.
Guias como este são comuns nos centros de escalada mais frequentados do mundo. No Estado do Rio de Janeiro, o Guia de Escaladas da Urca foi pioneiro nesta modalidade de publicação, tendo sua primeira edição em 1996. Anteriormente, tínhamos como marco duas importantes referências: a Lista de Conquistas Conhecidas pela Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (janeiro de 1975), e o Catálogo de Escaladas do Estado do Rio de Janeiro (André Ilha e Lúcia Duarte, 1984).
Desde a primeira edição deste livro, outras publicações foram lançadas no Estado: o Guia de Escalada dos Três Picos (1998), o Guia de Escaladas de Guaratiba (1999), o Guia de Escaladas do Itatiaia (2000), e o Guia de Escalada da Pedra da Catarina - Nova Friburgo (2000). Além destes, encontra-se em elaboração os guias da Floresta da Tijuca e da Zona Sul (maiores informações no site www.guiadaurca.com).
Esta terceira edição traz grandes modificações em comparação às anteriores - veja o quadro. Destaca-se o compromisso de resgatar e divulgar os nomes dos conquistadores que, ao longo de mais de seis décadas, escreveram a história da escalada na Urca.

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Utilizando o Guia
LegendaPara interpretar corretamente as informações contidas neste guia, leia com atenção este capítulo, que esclarece os critérios e os termos utilizados.
Representação gráfica das vias
As vias estam agrupadas em relação à montanha ou falésia onde se situam, e conforme a sua localização específica: face ou setor. As caminhadas de aproximação e as formas de descida estão descritas para cada uma das faces ou setor, destacando-se quando não há possibilidade de rapel na própria via.
As vias apresentam um ou mais níveis de detalhamento:
• Em croqui (ver legen-da ao lado);
• Em desenho ou foto;
• Somente citação, sem representação gráfica.
Informações sobre as vias
Na caracterização das vias é considerado como padrão uma cordada formada por dois escaladores com uma corda, em única, de 50 metros. Também é tomado como padrão, por ser maioria, as vias com proteções fixas (grampos) em paredes positivas. Qualquer escalada que fuja deste padrão é mencionada. Por exemplo: proteção móvel, escalada negativa e escalada em fenda.
O tempo estimado para a realização da escalada leva em consideração uma cordada entrosada, que tenha prática nas técnicas exigidas e que tenha segurança no grau da via. Nesta estimativa, não foi contabilizado o tempo consumido na caminhada até a base, na organização do equipamento, no rapel e na caminhada de volta. Lembre-se que a caminhada e a organização podem consumir mais de uma hora. Do mesmo modo, algumas cordadas possuem um ritmo muito mais lento, em especial as com iniciantes. Considere isto na seleção da via e do horário escolhido para a escalada.
GraduaçõesNos croquis, as paradas são apenas sugestões. Sabemos que em alguns casos, pode-se emendar duas enfiadas e fazer apenas uma parada, em outros pode ser feito o contrário. Os grampos marcados nos croquis foram os que encontramos na época da elaboração do guia (de dezembro de 2000 a dezembro de 2001). Alguns destes croquis podem conter grampos que não são originais da via e, portanto, podem vir a ser retirados. Ainda com relação à grampeação, especial atenção deve ser dada às vias com fendas grampeadas, que podem vir a ser desequipadas para ser protegidas por equipamento móvel, seguindo a tendência evolutiva da escalada. Atualizações serão informadas em www.guiadaurca.com
Nos croquis estão incluídos os equipamentos utilizados na progressão e nas paradas. Não foi incluído o equipamento individual, nem a corda, a não ser quando forem necessárias duas cordas. Outras informações complementares são fornecidas quando há necessidade, como por exemplo, na ocorrência de casas de marimbondos ou blocos soltos.
Lembre-se de levar lanterna para as escaladas mais longas ou iniciadas à tarde. Imprevistos acontecem e você pode demorar mais do que imagina.
Preste atenção às condições do tempo, em especial no verão, quando, no final da tarde, são comuns tempestades, inclusive elétricas. No inverno, não esqueça também que algumas vias estarão na sombra, ou que o dia pode estar nublado e com vento, podendo fazer muito frio. Por isso leve pelo menos o anorak. E nunca esqueça o capacete.
Graduação
A graduação conferida para a escalada em livre se refere a condição de ser guiada à vista (sem conhecimento prévio da via), e sem a utilização de ponto de apoio artificial, como grampos e proteções móveis, para progressão ou mesmo para descanso - a continuidade numa escalada influi na graduação.
Comparação de graduaçõesA graduação da via é representada por dois números, onde o primeiro (em arábico) refere-se à graduação geral da escalada e o segundo (em romano), ao grau do lance mais difícil da mesma. A estes dois números são agregadas as informações correspondentes às passagens em artificial, caso existam. Quando as passagens em artificial já foram guiadas em livre, é acrescido, após uma barra, o grau do lance em livre. Ex.: 5° VIsup (A1/VIIc).
Além destes dados, são também informadas a duração e a exposição da escalada, de acordo com os quadros desta página.
Quando a via pos-sui uma só enfiada, é dado somente o grau do lance mais difícil (em romano). A divisão em a, b e c inicia-se somente a partir do VII grau. Abaixo disso, é utilizado o sup, de superior.
A graduação brasileira teve sua origem na graduação da União Internacional das Associações de Alpinismo (UIAA) e foi, através dos anos, sendo adaptada pelos escaladores locais até atingir sua forma atual. Recentemente, ela foi rediscutida no 1º Seminário de Sistemas de Graduação, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 1999. As recomendações deste seminário, com relação à graduação, foram adotadas pela Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ) e utilizadas neste guia, com exceção para a graduação de duração e exposição.
Os graus atribuídos às vias no guia são os usualmente utilizados pelos escaladores locais. Evidentemente, também foi tomado como base o Catálogo de Escaladas do Estado do Rio de Janeiro (André Ilha e Lúcia Duarte, 1984) que, por sua vez, foi elaborado a partir da Lista de Conquistas Conhecidas pela Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (1975).
A graduação para a escalada artificial segue a classificação internacional: A0, A1, A2, A2+, A3, A3+, A4, A4+, A5 (John Long e John Middendorf, 1994). Além de ‘C’ para vias ferratas - equipadas com cabo de aço.
Os graus conferidos às vias podem ser objeto de algumas discussões entre os escaladores. Mas estas, apesar de pertinentes, não deverão alterar significativamente os graus aqui propostos.
Vale a pena lembrar que o escalador que não está acostumado a escalar em aderência, fendas, chaminés ou vias negativas, tem a tendência a achar o grau da via muito mais alto. Mesmo uma via que esteja no seu nível pode parecer mais difícil, se possuir uma grampeação mais longa do que a qual está acostumado. Escolha bem as vias que pretende escalar de acordo com a sua experiência.

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A Urca
O maior e mais tradicional centro de escalada do Brasil é formado por três montanhas: Morro da Babilônia, Morro da Urca e Pão de Açúcar. Conta também com falésias, como a Parede dos Ácidos, a Pedra do Urubu, a falésia São Sebastião, a Pedra da Lei e a Ilha de Cotunduba, além de inúmeros boulders ao longo da Pista Cláudio Coutinho. Em suas paredes de gnaisse encontram-se vias de diferentes tamanhos, níveis e estilos. Prêmio extra para quem escala na Urca é contemplar a beleza da paisagem do Rio de Janeiro, como a Pedra da Gávea, o Corcovado e a Baía da Guanabara.

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Como Chegar
Em função do Pão de Açúcar, a Urca é bastante conhecida e um dos principais pontos turísticos do Rio. O acesso é fácil, com diversas linhas de ônibus: 107 Central-Urca, 511 Leblon-Urca via Copacabana (Urca-Leblon via Joquei) e 512 Leblon-Urca via Joquei (Urca-Leblon via Copacabana). Desça antes do ponto final, na Praia Vermelha, onde têm início todas as caminhadas. Outras opções são o metrô, em Botafogo, e os pontos de ônibus no Shopping Rio Sul. O Guia de Escaladas da Urca está a venda na banca de jornal próximo ao ponto de ônibus, na Praia Vermelha.

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O clima e a melhor época para escalar
O período de maio a setembro é o melhor para se escalar na Urca, quando a temperatura é mais amena. Esta época é boa para escalar em qualquer face e em qualquer horário. Porém, nos dias mais quentes do inverno, as vias das faces norte devem ser escaladas pela manhã ou no fim da tarde. Por outro lado, nos dias de temperatura mais baixa e com vento, as faces voltadas para o sul são particularmente frias.
No verão, é preciso escolher bem o horário e a face mais adequada para evitar o calor, que pode chegar a 40°C. Nas faces oeste e norte, comece a escalar sempre bem cedo, pois o sol bate a partir das 10 horas. Nas faces leste e sul, o sol bate praticamente o dia inteiro, mas após as 16 horas o calor é menos escaldante. Com o horário de verão pode-se esticar o período de escalada até as 20 horas. Apesar disto, o tempo pode ser curto, em especial para as longas vias da face leste do Pão de Açúcar.

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Por onde começar
Para quem vai fazer o primeiro contato com as escaladas da Urca, existem alguns setores mais populares, com vias de fácil acesso e menor exposição. Estes setores são: os Coloridos - na face sul do Morro da Urca (do II ao IV, a maioria E1), algumas vias do Morro da Babilônia (entre III e VI, E1/E2), o setor do Coringa - na face sul do Pão de Açúcar (do IIIsup ao VIIc, E1/E2), e algumas vias da face oeste (entre V e VIIc, E1/E2) desta mesma montanha. Para alcançar a base das vias oriente-se pelo mapa das trilhas na próxima página.

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Ética local
Para respeitarmos os conquistadores, os escaladores e o meio ambiente, é necessário tomarmos alguns cuidados, entre eles:
• Manter trilhas e montanhas limpas, trazendo sempre seu lixo de volta.
• Não molestar e nem alimentar os animais silvestres.
• Já existem acessos a todas as áreas de escalada, portanto não abra novas trilhas. Na caminhada não utilize atalhos, não arranque galhos, folhas ou flores.
• Não promova e nem participe de escaladas com um grande número de pessoas. Estas excursões causam grande impacto nas trilhas e nas vias. Aprecie o aspecto reflexivo e contemplativo do esporte, que só é possível longe da multidão.
• Durante a escalada e o rapel faça o possível para reduzir os danos sobre a vegetação. Quando houver opção, escolha sempre a descida por caminhada, pois o rapel é bastante impactante. Lembre-se que a Urca é um centro de escalada e não de rapel.
• Lembre-se que a principal regra é o mínimo impacto. Não coloque grampos exageradamente e privilegie as proteções móveis.
• Resolva os lances naturais oferecidos pela pedra, não coloque e não cave agarras artificiais em rocha. Deixe para criar lances e vias artificiais somente em muros de escalada.
• Não altere o padrão de proteção das vias de escalada sem a autorização dos conquistadores. Se uma via foi conquistada com muitos grampos, ou com uma grampeação longa, ou ainda com proteções móveis, devemos respeitar estes estilos. Se uma via não tem segurança suficiente para o seu gosto, significa que é demasiada difícil para você. É válido lembrar que o escalador deve se preparar física, técnica e psicologicamente para as escaladas que deseja realizar.
• Certas paredes na Urca já não comportam mais vias, veja as Recomendações de Mínimo Impacto, proposto pela FEMERJ no Anexo III.

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Morro da Babilônia
O Morro da Babilônia possui as vias mais freqüentadas do Rio de Janeiro. Isto se deve tanto pela facilidade de acesso como pela graduação, de fácil à mediana.
Ao todo são 35 vias, com graus variando do II ao VI, localizadas na sua face norte. Quase todas as vias são em agarras, com pequenos trechos em aderência e protegidas por grampos, sendo a maioria E2. A parede tem cerca de 150 metros de altura e as maiores vias alcançam 200 metros de extensão, com uma média de quatro enfiadas. Por se tratar de uma face com pouca vegetação, bastam poucas horas para que se possa escalar após uma chuva. Por todos esses fatores, o Babilônia é considerado uma grande escola para os que estão começando a escalar ou a guiar.

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Morro da Urca
O Morro da Urca possui todas as qualidades de um bom campo escola, tais como fácil acesso, baixa graduação, pouca exposição e vias curtas. Assim, é perfeito para quem está começando. São mais de 50 vias, a maioria em agarras com pequenos trechos de aderência e proteção fixa com grampos.
No Morro da Urca, além de se escalar é possível simplesmente caminhar até o topo. Veja mais abaixo, nesta página, uma descrição da trilha do Morro da Urca. Esta mesma trilha é útil para ir ou voltar de algumas das escaladas.
Para escalar, as possibilidades são as faces sul, norte, oeste e sudoeste.
Na face sul estão os famosos Coloridos e os Geminis, vias com nomes de cores, em geral, com duas enfiadas e graduação entre 2° e 4° graus. Geralmente, as proteções estão próximas e as vias são muito freqüentadas por quem está começando a escalar, a guiar ou apenas procurando vias de fácil acesso e que não demandem muito esforço. A face sul está descrita na página 66.
As faces sudoeste e oeste quase não são escaladas e possuem poucas vias. Nestas faces as casas e edifícios são bem próximos à parede, impedindo o acesso. O destaque é a via Escarlate, na face sudoeste. Veja como chegar nela na página 74.
A face norte pode ser dividida em dois setores, um próximo ao cume do Morro da Urca, conhecido como setor das falésias, e outro no pé da montanha, chamado de setor do Singra. No primeiro, o acesso é bem fácil, a maioria das 21 vias são curtas, com até 60 metros e dificuldade variando do I ao VIIb. Já o Setor do Singra, por sua vez, é de acesso mais complicado e conta com quatro vias, sendo que a maior delas tem cinco enfiadas. A face norte é apresentada na página 80.

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Pão de Açúcar
O Pão de Açúcar possui a maior quantidade e, principalmente, a maior variedade de vias. São mais de 100 vias e variantes, da escalaminhada do Costão até o IXb do Barriga do Pássaro. Pode-se optar por escaladas em fendas - entalamento de corpo no Lagartão, entalamento de mão e dedos no Revolta dos Gravatás ou oposição no Secundo; escaladas em chaminé - Stop e Gallotti; escaladas atléticas - As Lacas Também Amam e Urubu à Vista; ou artificiais - Harmonia Sativa e Contra-Pino. Seus comprimentos variam de uma a doze enfiadas.
A face leste é a face mais positiva ou “menos vertical” do Pão de Açúcar, por isso mesmo tem as vias mais fáceis, a maioria entre I e III grau. Todas estas vias terminam em trechos de caminhada-escalada sobre costões que levam ao cume. Para escalar na face leste, leia a página 93.
A face sul pode ser dividida em três setores bem distintos. Um técnico, que vai desde o Alfredo Maciel (6º VIIc E2 D1 120 metros) até o Coringa (3º IIIsup E1 D1 110 metros), com vias de três enfiadas em agarras pequenas e bem sólidas. O segundo setor, o Totem, é mais atlético e maior, com até oito enfiadas, e possui boa quantidade de vias negativas, além de fendas e chaminés. Uma das vias mais exigentes do Pão de Açúcar encontra-se aí, a Via do Totem (7º VIIIc E2 D3 240 metros). Também não se pode esquecer do clássico Lagartão (6º VIIa A1/VIIc E2 D3 300 metros) e do Xeque-Mate (6º VIIb E2 D3 160 metros), vias com ótimas seqüências de fendas e pequenas agarras. No último setor, os Tetos, as vias são em artificial móvel. A face sul encontra-se na página 108.
Na face oeste existem ótimas vias para escaladores de nível médio, a rocha é solida e a maioria das vias são bem protegidas. A parede possui 250 metros e nela estão a popular Via dos Italianos (5º V E1 D2 270 metros) e o C.E.P.I. (cabo de aço), entre outras. A face oeste é descrita na página 138.
Finalmente temos a face norte, também conhecida como a Face do Pássaro. Basta olhar atentamente para ela, ao sol do meio-dia, para ver uma enorme sombra na parede, desenhando as pernas, a barriga, a asa e o pescoço do pássaro. Daí vem o nome do paredão Íbis, uma ave considerada sagrada pelos antigos egípcios. Sob suas asas está o platô da Íbis. Nesta face estão algumas das maiores vias do Pão de Açúcar como o Waldo (6º VIIa A1/VIIc E2 D3 360 metros) e o Estranha Realidade (6º VIIa E4/E5 D3 400 metros), ambas com mais de dez enfiadas. Há também o Contra-Pino (6º VIsup A3 E3 D5 400 metros), um exigente artificial móvel e o Caixinha de Surpresa (6º VIIa E2 D1 120 metros). Porém, a característica mais marcante da face norte é a sua rocha quebradiça e o sol inclemente. Mais informações sobre a face norte na página 147.

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Falésias e Boulders
A área de escalada da Urca também conta com boas falésias para a escalada esportiva ou tradicional. Entre elas estão a Parede dos Ácidos, onde há predomínio de escaladas esportivas atléticas, com algumas opções de vias técnicas; a Pedra do Urubu com muitas escaladas técnicas e poucas atléticas; o Hot Dog, com escaladas técnicas; os Minerais, de escaladas atléticas; a Falésia São Sebastião, para a escalada esportiva tradicional; a Pedra da Lei, com dois setores - de escaladas técnicas na falésia acima do costão, e de esportiva tradicional e boulder no bloco da Pedra da Lei; e a Ilha da Cotunduba com vias esportivas tradicionais e boulder.

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Parede dos Ácidos
A Parede dos Ácidos, situada no lado esquerdo do Morro da Babilônia, possui 25 vias, com um comprimento máximo de 35 metros. Ali surgiram algumas das primeiras escaladas esportivas do Brasil. A maior parte delas é de VII grau, o que não quer dizer que não existam vias de IV e V. As vias mais freqüentadas são: o Ácido Clorídrico (Vsup), o Aracdônico (VIsup) e o Ácido Lático, um VIIa clássico. Algumas vias são boas opções para o escalador que está começando a fazer vias atléticas, pois são ligeiramente negativas e com agarras grandes. Outras vias recomendadas são o Ácido Pitônico (IV), Lisérgico (VIsup), Úrico (VIIb), ADN (VIIa) e o Benzóico (VIIb).
A prática do top rope é comum neste setor, já que a maior dificuldade das vias está nos primeiros dez metros. A maioria das vias, mesmo as mais difíceis, possui uma grampeação longa, principalmente para quem está acostumado com escalada esportiva. Outras começam com os grampos próximos e depois, quando a parede deita, a grampeação fica longa. Analise bem a via que deseja fazer para não se machucar.

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Pedra do Urubu
A Pedra do Urubu conta com 22 vias, com dificuldade variando do VI ao X grau. Em termos técnicos é a falésia mais exigente da Urca. Para quem deseja se aperfeiçoar, tanto técnica quanto atleticamente, a Pedra do Urubu é uma boa escola. As primeiras vias do Urubu foram abertas em artificial, mas logo alguns escaladores passaram a escalar em livre com top rope. Muito mais tarde, a maioria das vias foram grampeadas para serem guiadas em livre. Nas fotos das páginas seguintes, estão marcadas apenas a linha das vias e os grampos do topo. Vale ressaltar que algumas vias apresentam sinais de corrosão nas suas proteções.

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Falésia São Sebastião
É uma pequena parede localizada entre o Pão de Açúcar e o Morro da Urca. Possui quatro vias e uma variante, todas no estilo esportiva tradicional. São vias exigentes para se guiar, portanto é extremamente aconselhável primeiro tentá-las em top rope - há três grampos no topo e muitas árvores, pré-colocar as peças móveis e só depois guiar. O equipo necessário para escalar qualquer destas vias consiste de um jogo de stoppers, um jogo de micro-friends e um jogo de friends. Por ser uma face oeste, a melhor hora para se escalar é pela manhã.

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Boulders
Os boulders estão divididos em dois setores de acordo com a Pista Cláudio Coutinho: Mar e Floresta. O mapa de localização está dividido em 5 partes (ver páginas: 171 a 174). No mapa estão indicados os nomes dos principais boulders e lances, quando existem vários lances próximos eles foram identificados como ‘vários’. Para destacar algumas características dos boulders foram utilizadas as seguintes abreviações:
• TR - quando há um grampo no topo para top rope, apesar de a maioria deles já terem sido escalados sem corda, em puro estilo boulder;
• ES - quando houver uma via de escalada esportiva num boulder;
• ET - quando for uma via guiada no estilo esportivo tradicional, em geral com pré-colocação das proteções móveis;
• HB - High-Ball, para lances realmente altos e corajosos.
• P - para projetos.
Os melhores lances estão marcados com uma estrela.
Os escaladores a seguir estão entre os que mais abriram boulders na Urca: Paulo Macaco, Alexandre Portela, Sérgio Tartari, Marcelo Braga, Antônio Paulo, Nilton Campos, Hillo Santana, Ralf Côrtes, André Catuicó ‘Maluquinho’, Luciano ‘Lupa’, Rodrigo Léo, Rafael, Daniel ‘Coçada’.

 
   
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Informações (21) 2567-7105 - info@companhiadaescalada.com.br

Criação e fotos: Flavio e Cintia Daflon. Reprodução de fotos e textos, somente com autorização prévia.